Observatório Itinerante

Visita à Clínica da Família Maria do Socorro

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Instituição: Clínica da Família Maria do Socorro

Onde: RocinhaSão Conrado

Responsável técnico: Dr. Marcos Adams Goldraich

Tipo de atendimento: Acompanhamento multidisciplinar da saúde da família

Atendimentos/mês: Cerca de 6,5 mil

Gestão: Viva Rio

 

No dia 07 de abril, representantes do Observatório da Saúde visitaram a Clínica da Família  Maria do Socorro Silva e Souza, uma das  58 unidades do gênero na Cidade do Rio de Janeiro, inaugurada no dia 08 de março de 2010, é responsável por 11 áreas da comunidade da Rocinha (Aníbal, Cachopinha, Cidade Nova, Dionéia, Fundação, Gávea, Paz, Rua 4, Skate, Terreirão de Baixo e Vila União), e tem suas atividades distribuídas entre 11 equipes de saúde da família (pelo menos um médico, um enfermeiro, um técnico de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde) cobertas pelas equipes de saúde bucal (4 equipes), por um grupo de especialistas (psicólogo, pediatra, psiquiatra, assistente social, educador físico, fisioterapeuta e nutricionista), que integram o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) da Clínica, para atender a cerca de 30 mil usuários de seus serviços. Na Clínica também é possível realizar exames laboratoriais, ultrassonografia, radiografia, além de vacinação, curativos, suturas e alguns outros pequenos procedimentos ambulatoriais.

Dr. Guilherme Vagner, superintendente da atenção primária do Município, foi o primeiro médico de família da Clínica Maria do Socorro. Ele ressalta que no início do projeto haviam poucos médicos na especialidade na Cidade, e por isso muitos dos profissionais que hoje atuam nas Clínicas vieram de outros estados, mas que atualmente a unidade forma médicos de família e enfermeiros para a atenção primária, além de receber residentes de outros países, como Portugal e Espanha, que ficam na Clínica por um mês, caracterizando-a como uma unidade escola importante. Ainda sobre a formação de novos especialistas, Dr. Guilherme explicou que em 2015 foram abertas pela Prefeitura 100 vagas de R1 (primeiro ano da residência em Saúde da Família), que foram totalmente preenchidas. Em 2016, 135 médicos ingressaram no Programa. Ele frisou que o Município é responsável pelo maior programa de Residência em Saúde da Família do Pais, e que entre os formados (a primeira turma concluiu a residência em 2014), 80% continua atuando na Prefeitura.

Para Jéssyca Felix, enfermeira, que divide a gerência técnica da Unidade com Gabriela Motta, os processos estabelecidos são importantes para garantir atendimento de qualidade aos mais de 30 mil pacientes cadastrados. Entre essas condutas, ela destaca a adoção do prontuário eletrônico, a organização do atendimento e a preocupação em acolher o paciente.

De acordo com o Responsável Técnico da Unidade, Dr. Marcos Goldraich, como a Clínica Maria do Socorro fica ao lado de uma UPA, a linha de conduta adotada se baseia na ideia de que a UPA foi desenvolvida para cuidar das grandes emergências, enquanto a função da Clínica é o acompanhamento do paciente, e a assistência para as pequenas emergências e os cuidados com pacientes crônicos, e por isso orientam os pacientes a procurar a Clínica antes de procurar a UPA. Ele ressalta que na Clínica o paciente encontra todos os dias os mesmos profissionais, enquanto na UPA o sistema de trabalho é de plantão.

No segundo andar da unidade funciona o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial Social) que atende pacientes com algum tipo de transtorno e fica à disposição dos moradores 24 horas.

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