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A evolução da Dengue no Estado do Rio de Janeiro

mosquito

Female Aedes Aegypti mosquito feeding on human blood, This mosquito is the primary vector responsible for the transmission of the Flavivirus Dengue (DF), and Dengue hemorrhagic fever (DHF), as well as Yellow fever. CDC-GATHANY/PHANIE

Números divulgados pelo governo do Rio de Janeiro mostram que nos primeiros 45 dias deste ano foram notificados 10.311 casos suspeitos de dengue em todo o Estado, contra 4.182 no mesmo período do ano passado – um aumento de 146%.
A Região do Médio-Paraíba destacou-se das demais, notificando 20.496 casos ou 31,9% do total de casos do estado, correspondendo a uma taxa de incidência de 2.340,9 casos por 100.000 habitantes. Além dos municípios dessa região, em Angra dos Reis (Região da Baía de Ilha Grande) e nas Regiões Noroeste e Centro-Sul, também foi observada a ocorrência de epidemia e de casos em número acima do esperado. Vinte e três óbitos foram registrados.
Durante o ano de 2014 foram notificados 39 casos suspeitos de Chikungunya no Estado do Rio de Janeiro, dos quais 12 (31,6%) foram confirmados. Já em 2015, os dados da Secretaria de Saúde do Estado indicaram 65 casos notificados suspeitos, dos quais 5 (7,7%) foram confirmados. Assim como em 2014, todos foram confirmados laboratorialmente e importados, com história de viagem ao Caribe e Bahia. Não houve registro de óbitos pela doença.
A atualização periódica do número de casos da doença nos países das Américas pode ser obtida pelo acesso ao site da Organização Mundial da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde:
http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=2470&Itemid=200 3&lang=en
Diferente da Dengue e Chikungunya, que possuem Vigilância Universal, a Zika possui Vigilância Sentinela, no Estado e no Brasil, até o final de 2015. Essa vigilância é realizada somente por algumas unidades de saúde selecionadas para coletar as informações e monitorar os casos suspeitos em geral.
Segundo o SINAN, durante o ano de 2015 (até 11 de dezembro), foram 486 casos suspeitos de Zika no estado, dos quais 74 foram confirmados pelo critério laboratorial (15,2%). Entretanto, durante o processo de implantação da vigilância da doença no Brasil e no Estado, algumas adequações precisaram ser feitas.
Segundo dados do FormSUS para vigilância sentinela, foram notificados 61 casos suspeitos de infecção por Zika Vírus, oriundo de US de pacientes residentes nos municípios de Barra do Piraí (um), Duque de Caxias (um), Japeri (6), Mangaratiba (um), Nova Iguaçu (8), Queimados (41), Resende (um) e Rio de Janeiro (um).
Conforme os boletins epidemiológicos da GDTVZ/CVE/SVEA/SVS/SES RJ, o alto risco de ocorrência de epidemia de dengue em todo o Estado para 2016. Ressaltando aqui alguns fatores de risco:
• DENV3 – última circulação de forma predominante em 2002 (há 14 anos, em 2016);
• DENV2 – última circulação de forma predominante em 2008 (há 8 anos, em 2016);
• Regiões Metropolitanas I, II e Capital – ausência de epidemia em 2015, logo, áreas de alto risco e áreas com alta densidade demográfica;
• Co-circulação de dengue, zika e chikungunya;
• Fatores Socioeconômicos e Ambientais – urbanização, climáticos, entre outros;
• Elevado risco de epidemia de Chikungunya (risco de circulação autóctone) e Zika – maioria da população suscetível a ambos.

Faixas Etárias de alto risco:
• Entre zero a 8 anos de idade (DENV2 e DENV3);
• Entre zero a 14 anos de idade (DENV3);
• População provável sem contato prévio com esses sorotipos.

Saiba mais:
O Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa) foi idealizando para monitorar a população (e dispersão) do vetor da dengue. Contudo, com a introdução da febre de chikungunya e, mais recentemente, da febre zika em nosso país, a metodologia passou a ser adotada também para o monitoramento do Aedes albopictus, que também é capaz de transmitir as doenças.
O LIRAa, realizado periodicamente pelos municípios do Estado do Rio de Janeiro, fornece o Índice de Infestação Predial (IIP) e o Índice de Infestação em Depósitos (Índice de Breteau – IB) do Aedes aegypti e do Aedes albopictus, isso o torna um importante instrumento de orientação, pois identifica as áreas prioritárias para medidas e ações estratégicas de controle e combate ao mosquito, visando à redução dos índices de infestação municipais e, consequentemente, o controle da Dengue e da Febre de Chikungunya. Em cada município, agentes de saúde visitam residências e outros tipos de imóveis, para inspecionar e identificar os criadouros, e ao encontrar, coletar as larvas ou pupas para análise em laboratório.
De acordo com as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue (2009), os parâmetros para classificação dos estratos e dos municípios, quanto à infestação pelo Aedes aegypti (e também adotados para o Aedes albopictus), são: menor que 1%, satisfatório; de 1% e 3,99%, alerta; acima de 3,99%, risco.

Os dados estão disponíveis no site http://www.riocontradengue.com.br/

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