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União de forças para promoção da saúde no Rio

Movimento Participação Médica anuncia reforma no estatuto, e promete alçar voos ainda maiores

Por: Equipe da Redação
redacaoobservatorio@gmail.com

Na época em que eles se formaram, a Medicina tinha um ideal humanístico. O médico era um profissional admirado, e havia maior crença na saúde pública. É o que explica o diretor da Associação Movimento Participação Médica (AMPM), Dr. Marcio Meirelles. Ele conta que a percepção de que talvez a profissão estivesse se “deteriorando” levou um grupo de médicos a se unirem em busca de mudanças no setor. A partir disso, em 2007, surgiu a ideia de criar o Participação Médica, movimento que reúne profissionais de saúde na busca pelo aprimoramento da profissão.   

Atualmente, a associação conta com o Observatório da Saúde, que é uma extensão de seu trabalho, e com a parceria da Universidade Castelo Branco (UCB).  Esse progresso trouxe também a necessidade de alteração no estatuto da AMPM, apresentado no início de 2018.

As novas perspectivas e a reestruturação do estatuto

Durante quase dez anos, a Associação promovia reuniões das quais participavam, apenas, médicos que tinham o objetivo em comum de intervir na realidade da medicina brasileira.  Porém, em um dado momento, eles perceberam que precisavam tomar uma decisão mais enérgica. Era necessário expandir o discurso. E a pergunta que surgiu, na época, foi: “como engajar a sociedade nesses temas? ”.

A partir desse questionamento, os médicos Marcio Meirelles e Luiz Roberto Londres, criaram em 2016 o Observatório da Saúde RJ, plataforma digital que ampliou o campo de ação da AMPM. O Observatório passou a ser uma extensão do movimento. Viabilizando a disseminação de conteúdo sobre temas que outrora eram discutidos em espaço restrito. A redação do portal funciona na UCB, no Centro do Rio.

Além de proporcionar a maior difusão de informações, o Observatório da Saúde culminou em um ajuste de perspectivas para a AMPM. Dr. Meirelles explica que uma das principais mudanças, nesse sentido, é que o debate já não abrangia apenas a medicina, mas a saúde de modo geral.

Essa nova realidade também trouxe à tona a necessidade de levantar recursos para dar prosseguimento a essas ideias. Com isso, em fevereiro deste ano, a AMPM apresentou a reforma de seu estatuto. O documento propõe, entre outras coisas, total clareza na isenção político-partidária da AMPM e do Observatório.

“Além de ser uma referência em promoção da saúde, também queremos colaborar para que todos os setores, entidades, blogs e grupos de pessoas interessados em saúde se interrelacionem, com o objetivo de trabalhar no mesmo sentido. Fazemos uma distinção muito clara entre a política que abrange o exercício da cidadania, que tem como interesse o bem comum, e a política em termos de conquista de poder a qualquer preço. Nós defendemos a cidadania e trabalhamos por isso. Esperamos poder contar com o apoio de outras instâncias que trabalham no mesmo sentido”, ressalta Meirelles.

Objetivos do Participação Médica

O movimento tem, entre suas principais metas, a busca por uma medicina pública de qualidade, na qual os profissionais tenham remuneração digna e a população tenha atendimento de qualidade. Além disso, a organização também pretende: resgatar a valorização dos profissionais de saúde, diminuir interferências empresariais no setor, reivindicar uma saúde pública de qualidade e promover uma cultura de cuidado com a saúde no Brasil. Segundo os organizadores do movimento, o país ainda vive uma “cultura de doença”.

Assista no vídeo acima o depoimento do médico Marcio Meirelles sobre a história do Movimento Participação Médica.

Um comentário em "União de forças para promoção da saúde no Rio"

  1. Mais um passo importante que o Observatório da Saúde dá para consolidar o acesso de informações de saúde para toda a sociedade.

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