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Tire suas dúvidas sobre o transplante de órgãos

A doação de órgãos é a única esperança de muitos pacientes para prolongarem sua expectativa e qualidade de vida.

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Por Maylaine Nierg

Mais de 36 mil brasileiros estão à espera de um transplante, gesto de amor que pode salvar vidas. Esse dado foi divulgado, em 23 de agosto, pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Ainda de acordo com a Associação, a maior parte desses pacientes está aguardando por um novo rim. O transplante de córneas ocupa segundo lugar na lista de mais procurados.

Para alertar sobre a importância desse tema, o Governo Brasileiro institui o dia 27 de setembro como Dia Nacional de Doação de Órgãos, e dedicou todo o mês de setembro para conscientização sobre o tema, através da campanha Setembro Verde.

De acordo com informações do Programa Estadual de Transplante do Rio de Janeiro (PET), o transplante de órgãos é indicado para pacientes com doenças graves como cardiopatias, cirrose hepática e insuficiência renal crônica. A fila de espera é ajustada de acordo com a gravidade dos casos. Pessoas com maior risco de morte podem ser colocadas à frente de outras que entraram na fila antes. Isso ocorre visando maior precisão no ato de salvar a vida desses pacientes.

A indicação para o transplante é feita pelo médico. A inscrição para na fila de espera é realizada através do Sistema Nacional de Transplantes, por meio de equipes credenciadas pelo Ministério da Saúde.

Segundo a portaria 2600 do Ministério da Saúde: “Para cada órgão ou tecido disponível, deve ser feita a correlação entre as características antropométricas, imunológicas, clínicas e sorológicas do doador falecido e o CTU correspondente, empregando-se os critérios específicos referentes a cada tipo de órgão, tecido, células ou partes do corpo humano, para a ordenação dos potenciais receptores quanto à precedência”.

Seja um doador

Para quem tem desejo de dar uma nova chance de vida para outras pessoas, o primeiro passo é informar à família que quer ser doador de órgãos. Outra forma de ajudar aqueles que estão na fila de espera é simplesmente divulgando o assunto. De acordo com especialistas, esse tipo de transplante ainda é considerado um tabu entre muitos brasileiros. Essa resistência ao tema é uma das principais razões para que muitas pessoas não entendam a importância de ser um doador.

Mitos e verdades

A fim de desmistificar as inúmeras dúvidas em torno do transplante de órgãos, o portal do Programa Estadual de Transplante do Rio esclarece algumas das principais incertezas sobre o tema. Confira:

É possível que os médicos não se esforcem para salvá-lo caso descubra que você é um doador?

“Se você está doente ou ferido e foi admitido no hospital, a prioridade número um é salvar a sua vida. A doação de órgãos e tecidos somente será considerada após sua morte e o consentimento por escrito da sua família”.

O status social ou condição financeira de quem está na fila do transplante são relevantes para os profissionais de saúde?

“Não. Quando você está na lista de espera por uma doação de órgão e/ou tecido, o que realmente conta é a gravidade da sua doença, tempo de espera, tipo de sangue e outras informações médicas importantes”.

É necessário um documento expressando que eu sou um doador?

Não há necessidade de qualquer documento ou registro. Este documento não tem valor legal algum. Apenas poderá ter um valor simbólico para sua família considerar a sua vontade. Portanto, o mais importante é informar os seus parentes sobre a sua vontade de ser doador.

Quais órgãos podem ser doados?

Os órgãos que podem ser doados são: coração, rins, pâncreas, pulmões, fígado e intestinos. Tecidos que podem ser doados incluem: córneas, pele, ossos, valvas cardíacas.

Acompanhe essas e outras informações no portal do PET: http://www.transplante.rj.gov.br

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