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Setembro verde: Dia Nacional de Doação de Órgãos

Isis Breves

Dia 27 de setembro é o Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos e temos motivos para comemorar! O Brasil é o segundo país do mundo em números de transplantes. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostra que em 2017 o país bateu o recorde de doações de órgãos num contexto de doações em 20 anos no Brasil.

Segundo o registro Brasileiro de Transplante da ABTO, em 2017, ocorreram cerca de 27 mil transplantes no país, que significou uma taxa de 16,6 doadores por milhão de pessoas (pmp), conquistando o objetivo previsto em 2015 para 2017 de 16 doadores/ pmp. Os dados são promissores e decorreu do aumento de 3,8% na taxa de notificação de potenciais doadores e de 10,2% na taxa de efetivação de doadores.

O Ministério da Saúde (MS) atrela o sucesso à estratégia de treinamento das equipes de transplante. A qualificação dos profissionais de saúde melhorou a forma de comunicar a possibilidade de doação aos familiares de pessoas falecidas.

Porém, ainda precisamos avançar. Em 2017, mais de 32,4 mil pacientes adultas estavam na fila por um órgão, além de outras mil crianças que aguardam um transplante. A maioria é por transplante de rim ou córnea.

Como ser doador de órgãos?

De acordo com a legislação brasileira (lei nº 10.211, de 23 de março de 2001), a retirada dos órgãos e tecidos para doação só pode ser feita após autorização dos membros da família.

Para a doação, o doador deve ter sofrido de morte encefálica, pois somente assim os seus principais órgãos vitais permanecerão aptos para serem transplantados para outra pessoa.

Pessoas vivas também podem ser doadoras de órgãos, mas apenas aqueles que não prejudicarão as aptidões vitais do doador após o transplante. Um dos rins ou pulmões, parte do fígado, do pâncreas e da medula óssea são exemplos de órgãos que podem ser doados por pessoas ainda em vida.

Um comentário em "Setembro verde: Dia Nacional de Doação de Órgãos"

  1. Marcio Meirelles disse:

    Mais de 30 mil pessoas aguardam, ansiosas, a doação de um órgão que lhes dê uma nova vida. Enquanto isso, milhares de potenciais doadores – pessoas em morte cerebral, vitimadas por AVC (Acidente Vascular Cerebral), violência urbana e acidentes em estradas – deixam de ter seus órgãos doados por simples falta de informação. Precisamos criar urgentemente uma “cultura de doação” entre nós. Superar tabus e começar a conversar sobre morte cerebral e doação de órgãos, na nossa família, no trabalho e nas escolas, para superar a desinformação, o principal entrave a este gesto nobre e humanitário.

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