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Setembro Amarelo traz o diálogo sobre o suicídio e a importância da prevenção.

Por: Equipe da Redação

A campanha Setembro Amarelo, realizada pelo Centro de Valorização da Vida, tem o objetivo de conscientizar e prevenir o suicídio, promovendo o diálogo com a sociedade sobre um assunto que ainda é tabu. Segundo a OMS, a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio. Isso representa 800 mil suicídios por ano em todo o mundo. O Brasil é o 8° país com mais casos de suicídio, sendo a maioria cometido por homens, e já é considerado um problema de saúde pública pelo Ministério da Saúde.

A estudante de jornalismo, Daiana Brandão, 25 anos, diz que apesar das informações e campanhas, ainda há muito preconceito quando se trata de saúde mental. “Infelizmente, a doença não é levada tão a sério como quando quebramos um braço ou ficamos resfriados. Assim como em diversas outras áreas é preciso cuidado e apoio”, completa a estudante. Daiana também conta que passou a ser assistida por um psicólogo aos 12 anos, após uma tentativa de suicídio e afirma que conviver com a depressão é um esforço diário se superação, ou seja, um dia de cada vez.

 O psicólogo, Mario Leoni, reforça a importância do Setembro Amarelo para conscientizar e informar às pessoas sobre o que é o Transtorno Depressivo e a importância da sua prevenção. Segundo o psicólogo, é de extrema importância que a campanha seja realizada em escolas. “Atualmente estamos na era do bullying virtual, onde o adolescente, por estar numa idade mais vulnerável, e por muitas vezes, não ter apoio para enfrentar a situação pode   entrar em depressão, podendo se agravar ao ponto chegar a cometer o suicídio”, afirma.

 Mario Leoni lembra que são muitos os fatores que podem levar uma pessoa a ter pensamentos suicidas. Fatores hereditários de transtornos emocionais, perdas muito significativas, uso de álcool e outras drogas, família disfuncional, entre outros, ou seja, uma mescla de fatores hereditários e ambientais.

 A campanha, além de trazer as discussões e conscientização, dá dicas de como se pode pedir ajuda e, também, de como ajudar alguém com pensamentos suicidas. Especialistas lembram que falar sobre o que está sentindo, procurar desabafar com familiares ou amigos verdadeiros, encarar o problema e posteriormente buscar ajuda profissional são dicas essenciais para quem procura por ajuda, mas ainda não sabe como.

Como Vai Você?

O Centro de Valorização da Vida foi criado em 2015 e presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção ao suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

No início a instituição atendia somente no Rio Grande do Sul, mas a partir do dia 30 de setembro de 2017, após a assinatura do termo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e o CVV, a Anatel ampliou a cobertura do atendimento para outros estados e, em 30 de junho o atendimento à valorização da vida chegou à população de todos os estados brasileiros.

A funcionária pública, Lia Ribeiro, é voluntária no CVV no Rio de Janeiro e conta divide seu tempo atendendo ligações na secretaria da ONG e em plantões semanais de quatro horas trabalhando em desenvolvimento de programas de divulgação e cursos para novos voluntários.

O Centro de Valorização da Vida é compromisso muito sério. É muito mais   que um trabalho voluntário porque leva esperança e alegria de viver às pessoas. Além da central de ligações, o CVV realiza ações abertas de apoio emocional em todo país, estimulando o autoconhecimento e melhor convivência em grupo. ‘A importância maior está no trabalho paralelo e no apoio emocional que os voluntários proporcionam à sociedade.

Fonte:

https://nacoesunidas.org/suicidio-e-grave-problema-de-saude-publica-e-prevencao-deve-ser-prioridade-diz-opas-oms/

https://www.cvv.org.br/

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