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Setembro amarelo e os porquês do suicídio

Setembro amarelo e os porquês do suicídio
Por Maylaine Nierg
redacaoobservatorio@gmail.com
Apoio ao próximo, respeito e solidariedade. Em linhas gerais, esses são os principais escapes para um problema grave que tem atingido um número cada vez maior de pessoas no Brasil e no Mundo: o suicídio. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 800 mil pessoas no mundo tiram a própria vida a cada ano. Quando somada ao número de tentativas não seguidas de morte, os dados são ainda mais alarmantes.

No Brasil, é registrado um caso a cada a cada 45 minutos. Umas das principais razões é a depressão, cuja estimativa é de que seja a doença mais incapacitante do mundo até 2020. As causas para esse problema global são diversas, e envolvem aspectos sociais, psíquicos e neurológicos. 

O mês de setembro é o período em que entidades de todo o mundo se mobilizam em torno dessa temática, em função do Dia Mundial de Prevenção do Suicídio (10 de setembro). no cenário brasileiro, a mobilização é conhecida como Setembro Amarelo, campanha criada pelo governo em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV).   

De acordo com especialistas, a abordagem dessa temática na atualidade é fundamental para prevenir esse problema, pois estimula a população a apoiar pessoas com transtornos mentais que podem levar ao suicídio. Também é fundamental para incentivo à procura por que essas pessoas se sintam encorajadas a buscar apoio. 

Em entrevista exclusiva ao Observatório da Saúde, a psicóloga Nara Mattos falou sobre inúmeros aspectos que podem fazer com que as pessoas desenvolvam transtornos como depressão e ansiedade, e podem culminar em suicídio. 

 

Os porquês

Para Dra. Nara, as pressões sociais e a dificuldade nos relacionamentos, associado ao cenário de violência na atualidade e ao excesso de informações nos meios digitais tendem a intensificar esse problema. 

“Nós temos hoje uma precariedade nas relações humanas. Tanto no que diz respeito às relações sociais, quanto psicoafetivas e socioafetivas. Elas começam rapidamente e intensamente e depois se esvaem. Isso faz com que as pessoas se desestabilizam e adoeçam emocionalmente, porque  a rejeição e o desamparo é uma das piores coisas para o indivíduo”, ressaltou. 

Para a psicóloga, é fundamental estabelecermos relacionamentos mais próximo, em um mundo de conexões virtuais. 

“Dentro desse aspecto social é muito importante que a gente fique conectado de verdade, não pela internet, mas ligado à pessoas. Um familiar, um amigo. Precisamos estabelecer alternativas que tirem nosso foco dos problemas, seja indo a missa, uma meditação em uma conversa com um amigo, um passeio, uma viagem, onde se tenha o exercício de resgate do nosso equilíbrio”, 

Ela também fala sobre cobranças sociais que funcionam como gatilho para ansiedade. 

“Existem inúmeras pressões sociais, desde pressão para ter um relacionamento, para construir uma família, para realização profissional, a pressão para ser alguém significativo dentro da sociedade de modo geral e da microssociedade, que é a família”. 

 

Procure ajuda

Para muitas pessoas, o assunto suicídio ainda é um tabu. Por isso, muitos não pedem ajuda. Porém, é importante frisar que o acompanhamento profissional com psicólogos e psiquiatras é fundamental atravessar transtornos emocionais. É preciso falar sobre o assunto também com parentes e amigos mais próximos. 

 

Uma ligação pode preservar sua vida

O Centro de Valorização da Vida (CVV) criou um meio de prestar socorro a pessoas em momentos críticos, nos quais estão pensando em tirar a própria vida. Ligando 188 é possível conversar com voluntários do CVV, que são treinados oferecer apoio emocional.

 

Reportagem – Direitos das Mulheres

Essa sou eu em uma versão que vocês não estão muito acostumados.

No meio de um Congresso de Oftalmologia, eu recebi uma pauta sobre Direitos das Mulheres. Eu a agarrei com todo o carinho e procurei fazer o melhor que pude no curto espaço de tempo que tive.

Dias depois, recebi esse vídeo finalizado com uma mensagem de reconhecimento pelo meu trabalho. Uma gentileza inesperada, confesso.

Como eu sempre falo, é só o começo. Ser repórter é parte do que faço, mas não é o resumo dele. Seja falando, escrevendo, criando, na frente das câmeras ou por trás delas, a missão é COMUNICAR.

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