Dr. Newton Richa

Programa Saúde do Futuro

Por Dr. Newton Richa

Saúde do Futuro

Giselle Felix
Fisioterapeuta

Em 2017, a primeira pílula digital foi aprovada pelo FDA. Pesquisadores chineses criaram os primeiros embriões editados por genes, assim, o DNA de um embrião humano é “editado” para eliminar uma doença. Cirurgiões praticam procedimentos complicados em modelos criados por impressoras 3-D. Um drone pré-programado coleta amostras de sangue de moradores de uma aldeia rural e viaja de volta à capital. Dentre essas e outras inovações,  2017 foi um ano cheio de avanços maravilhosos em saúde. Estes cenários inspiradores foram recentemente revelados no que é, sem dúvida, a 4ª Revolução Industrial aplicada à inovação nos cuidados de saúde.

Mudanças rápidas e oportunidades sem precedentes são agora as marcas da indústria biofarmacêutica. Mas o futuro da saúde ou a saúde do futuro, não será apenas definido pelas inovações que planejamos criar; será igualmente moldado pela forma como respondemos e antecipamos os desafios e as consequências de cada grande progresso. Os limites de áreas deixadas para os pesquisadores explorarem se expandem constantemente, enquanto possíveis aplicações de novas tecnologias proliferam.

A China, por exemplo, é o país que está encabeçando a produção de inteligência artificial do mundo, sobrepondo-se aos Estados Unidos, e espera que os robôs consigam, de alguma maneira, consertar o grave problema da escassez de médicos. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, em 2016, a China contabilizava 2,3 médicos para cada 1.000 pessoas, em comparação com os 4,25 da Suíça e os 2,83 do Reino Unido. Parte disso devemos ao rápido envelhecimento populacional, que traz outros novos desafios ao sistema de saúde. Enquanto isso, na África, a  Telemedicina se propõe a resolver problemas de falta de médicos em regiões de extrema pobreza (atenção primária à saúde): a tecnologia vai onde os médicos levariam dias para chegar ou mesmo em algumas tribos, nem chegariam devido a dificuldades geográficas.

Não é à toa que os gigantes da tecnologia estão de olho no segmento de mercado de saúde: Facebook, Google, Amazon, e Apple, estão buscando novos horizontes. Toda essa Revolução da Indústria 4.0 que alcança o segmento da saúde justifica-se em projeções de crescimento de quase 60% ao ano para o setor, segundo pesquisa da Deloitte, 2014. O Google avançou no campo com o Calico; a Human Longevity Inc. uniu forças com a Cleveland Clinic para uma colaboração de genômica humana voltada para a descoberta de doenças e tornando o envelhecimento uma condição crônica. Em setembro de 2017, a Microsoft anunciou o lançamento de sua nova divisão de saúde em Cambridge, para usar seu software de inteligência artificial e entrar no mercado de saúde. Seus planos de pesquisa incluem sistemas de monitoramento que podem ajudar a manter os pacientes fora dos hospitais e grandes estudos sobre epidemias como diabetes. Entretanto, não se pode deixar de considerar que evidências médicas, empatia e cuidadores dedicados a seus pacientes tornam a assistência médica única. Assim, muitas técnicas que a Amazon, o Google, a Microsoft, a Apple ou o Facebook aplicam em seus negócios não funcionariam ou teriam consequências catastróficas na área da saúde, especialmente no atendimento direto ao paciente. Não há dúvida de que os gigantes da tecnologia querem dar um salto nos serviços de saúde, mas ainda precisam aprender muito para entrar no setor com sucesso, trata-se de uma questão de transdisciplinaridade, ética, bioética e foco na solução, com o paciente no centro do cuidado.

Sites usados como fonte de pesquisa:

https://www.weforum.org/

http://medicalfuturist.com/

http://saudebusiness.com/

http://nacoesunidas.org/

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