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Sarampo: vacinação é a única saída

Cute Little Girl Getting a Shot

Depois de duas décadas sem registrar óbitos causados pelo sarampo, hoje (14/02) foi confirmada, no Rio de Janeiro, a morte de um bebê de 8 meses, vítima da doença. David Gabriel dos Santos morreu no dia 6 de janeiro, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, porém a doença só foi diagnosticada como causa da morte recentemente, conforme informou a Secretaria Estadual de Saúde durante uma coletiva de imprensa. Para evitar que mais mortes como essa aconteçam, assim como uma nova epidemia de sarampo, a única saída é a vacinação. A Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo será realizada até 13 de março, crianças e jovens de 5 a 19 anos, mas amanhã (15/02) acontece o Dia D da Campanha e a recomendação é que todas as pessoas até 59 anos compareçam a um posto de saúde, caso não tenham sido imunizados ou não se lembrem de ter recebido a dose da vacina.

David dos Santos chegou à Fundação Assistencial Santa Bárbara (Alia), no bairro Vila de Cava, onde morava, com menos de seis meses de vida, o que o impediu de ser imunizado. Existe a suspeita de que ele tenha contraído a doença de outra pessoa que já estava na Fundação. Além do bebê, outras duas crianças e uma funcionária do abrigo também contraíram o vírus, mas, segundo a Secretaria, receberam tratamento e não apresentam mais sinais da doença.

Segundo a Presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro (SIERJ), Dra. Tânia Vergara, por ser viral, o sarampo não possui tratamento. A única forma de evitar uma nova epidemia da doença é através da vacinação. “Estivemos livres do sarampo por muitos anos. Existia uma cobertura vacinal perfeita e elevada, mas infelizmente voltamos a registrar casos graves da doença porque as pessoas deixaram de se vacinar”, afirmou.

Ainda segundo a médica, o sarampo pode desencadear complicações muito graves, como pneumonia, quadros encefálicos e óbito. Por isso, é muito importante focar em sua prevenção. “O sistema público de saúde oferece as vacinas de forma gratuita a todas as pessoas para as quais ela é indicada”, informou a infectologista.

A primeira dose, chamada de dose zero, deve ser aplicada em crianças de 6 meses. Depois deve ser reaplicada aos 12 e aos 15 meses. Todas as pessoas que não tiveram sarampo ou que não lembrem de seu status vacinal, também devem ser vacinadas. É de suma importância lembrar que quando se “pula” alguma dose, a resposta imunológica não é a mesma, isto é, a proteção pode ser comprometida.

Quando nos vacinamos, não estamos apenas nos protegendo, mas também estamos cuidando das pessoas que têm alguma contraindicação à vacina, como crianças menores de 6 meses, pacientes em quimioterapia, portadores do vírus HIV e todos os outros que estejam imunodeficientes devido a alguma enfermidade.

De acordo com a Dra. Tânia Vergara, é importante pensar no coletivo e cuidar do entorno. “Quando o entorno está protegido, o vírus não consegue chegar e a doença não acontece. Se você opta por não se vacinar ou não vacinar seu filho, toda a sociedade corre o risco de sofrer as consequências de uma doença que é 100% prevenível com a vacinação adequada”, ressaltou.

Sobre o sarampo:

O sarampo é uma doença exantemática viral, aguda e grave. Os sintomas aparecem apenas de 10 a 14 dias após a exposição. Eles incluem tosse, coriza, olhos inflamados, dor de garganta, febre e irritação na pele com manchas vermelhas.

As vacinas que protegem contra o sarampo são a tríplice viral e a tetra viral. A tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba. A tetra viral, por sua vez, protege contra sarampo, caxumbarubéola e também varicela (catapora)

Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo

O Ministério da Saúde anunciou uma nova fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo. Entre os dias 10 de fevereiro e 13 de março, crianças e jovens de 5 a 19 anos devem tomar a vacina contra esse vírus.

A cidade do Rio terá mais de 350 postos de vacinação no Dia D Nacional da Campanha contra o Sarampo, que acontece amanhã (15/02). Para o Dia D, a recomendação é que todas as pessoas até 59 anos compareçam a um posto de vacinação para checar seu histórico vacinal e verificar se já tomaram as doses necessárias contra o sarampo. Para tanto, solicita-se levar a caderneta de vacinação para conferência. Mas aqueles que não têm ou perderam a caderneta também devem comparecer aos postos.

Todas as 233 unidades da rede de atenção primária, como as clínicas da família, e 120 postos extras montados em todas as regiões da cidade vão vacinar a população entre 8h e 16h. Para encontrar o posto mais próximo, acesse o  (http://www.rio.rj.gov.br/web/sms)

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