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Rio avança em transplantes cardíacos

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Por Maylaine Nierg

O transplante de coração é a alternativa de sobrevivência para pacientes com insuficiência cardíaca grave, que não respondem bem ao tratamento. A insuficiência, por sua vez, pode decorrer de problemas como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo, aumento de colesterol, entre outros. Quando o coração chega nesse estágio, a circulação de todo o sangue fica comprometida, prejudicando outros órgãos como rins, fígado e pulmão.

Estima-se que no Brasil são detectados anualmente 2 milhões de novos casos de insuficiência cardíaca. Em alguma cidades, como o Rio de Janeiro, o número de transplantes tem crescido acima do esperado, o que representa um avanço na conscientização sobre a importância da doação de órgãos.

O Rio apresentou, em 2018, o maior número de transplantes de coração dos últimos anos, desde a criação do Programa Estadual de Transplantes (PET), em 2010. Até agosto deste ano, 17 pessoas receberam um novo coração no estado. Em 2017, foram 12 ao longo de todo o ano.

Mas não é só no transplante cardíaco que o Rio se destaca.  O total geral de transplantes de órgãos esse ano, em todo o estado, é de 1287. Esse também é um dos recordes do PET.

Recentemente, a diretoria do Observatório da Saúde esteve presente em uma palestra sobre o tema, no Hospital Pró-Cardíaco, em sessão comemorativa do Dia Nacional do Transplante de Órgãos (27 de setembro). No encontro, além da apresentação de dados sobre o tema, também foram compartilhadas histórias de sucesso em pacientes transplantado. O Pró-Cardíaco é uma das instituições privadas de maior destaque nesse tipo de procedimento.

Mas é importante lembrar que o SUS tem inúmeros serviços de referência nessa área. Entre eles o Instituto Nacional de Cardiologia, o único que realiza transplantes cardíacos em adultos e crianças em todo o estado do Rio, e que conta com profissionais requisitados e equipamentos de alta qualidade.

232 brasileiros ainda aguardam por um transplante de coração

De modo geral, o Brasil acumula ainda 232 pessoas na fila de espera por um novo coração. De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, ano passado foram realizadas 380 cirurgias. Esse o número total era de 189 até agosto.

Para ajudar pessoas que precisam não só de um novo coração como de outros tipos de órgãos, é importante levar essas informações adiante. O transplante de órgãos só pode ser feito mediante morte encefálica do paciente doador, e com o consentimento da família. Por isso, leve esse assunto para seus parentes, familiares e amigos.

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