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Quando o pré-Natal pode salvar sua vida.

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Por: Rafael Laet
reedacaoobservatorio@gmail.com

As estimativas para a saúde de gestantes no estado do Rio de Janeiro não estão promissoras. Segundo dados do Ministério da Saúde, para cada 100 mil mulheres que passaram pelo período de gestação em 2017, entre 84 e 85 delas acabaram morrendo decorrentes de complicações na gestação.

Especialistas apontam que com a crise econômica recente, principalmente para a população mais necessitada o número de casos fatais tende a aumentar, e  que nem mesmo um hospital bem equipado pode balancear as desvantagens de um pré-natal tardio.

Para a  médica ginecologista e obstetra Ana Teresa Derraik, diretora do Hospital da Mulher, o descaso no que se refere a importância da assistência do Pré-Natal é consequência de políticas da discriminação de gênero, da dificuldade de acesso aos serviços de Saúde, e da falta de conscientização da população sobre seus direitos.

“A repressão ao acesso à informação causa o desconhecimento sobre os métodos contraceptivos adequados. Há de discutir sexualidade e acabar com alguns mitos, pois quem transa desse jeito acaba tendo bebê. A confusão gerada da gravidez indesejada acaba por levar a um pré-natal tardio”, ressalta Ana Teresa Derraik.

Segundo e médica, no Rio a primeira causa de morte é a hemorragia decorrente da hipertensão. Em uma assistência de pré-natal adequada esta complicação é detectada previamente e levada em consideração no acompanhamento da gravidez, do parto, e nos períodos de até 2 meses após a concepção. Por isto investimentos nesta capacidade de forma técnica e profissional ocasionarão na diminuição de fatalidades.

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