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Prevenção à febre amarela: Fiocruz divulga nova pesquisa

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Por: Equipe da Redação
redacaoobservatorio@gmail.com

Vigilância e monitoramento das populações de mosquitos e macacos estão entre as principais medidas de prevenção contra a febre amarela. É o que mostra pesquisa da Fiocruz Bahia no publicada no periódico científico Annal of Medicine, no dia 7 de novembro. De acordo com os especialistas, outro fator crucial para prevenir o surto da doença entre humanos é a vacinação.

A pesquisa teve como base a análise da distribuição temporal do surto que afetou pequenos primatas (micos) e a distribuição espacial onde os macacos foram encontrados mortos, além de coletar mosquitos nesses locais para investigação do potencial de transmissão desses vetores.

O estudo alerta que a ocorrência de febre amarela em macacos, presentes em áreas urbanizadas, pode representar risco do surto em humanos. O perigo de contaminação nas áreas urbanizadas se deve a presença dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes Albopictus, transmissores da doença.

A Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um flavivirus (vírus transmitido por insetos), que é composta por dois ciclos: silvestre e urbano. No ciclo silvestre a infecção é causada pelo mosquito haemagogus e atinge principalmente os macacos. Já no urbano a doença é transmitida através do mosquito Aedes aegypti e pode se alastrar com maior rapidez. O surtos coincidem com períodos de epizootias (surtos em primatas não humanos) e ocorrem quando o vírus encontra pessoas suscetíveis, ou seja, pessoas não vacinadas. Por isso, a importância da ampliação da vacina.

Esclarecimentos sobre o vírus

Diante desse novo estudo, o Observatório da Saúde relembra a entrevista exclusiva, realizada em junho deste ano, com a pesquisadora e bióloga da Fiocruz, Marcia Chame, com dados esclarecedores sobre o assunto, que complementam a pesquisa recente da Fiocruz.

Um dos principais esclarecimentos da médica sobre a doença é que não há nenhum indício de febre amarela urbana no Brasil, que é aquela transmitida pelo Aedes aegypti. Ela explica também que existe inúmeros fatores que favorecem a doença. A pesquisadora conta ainda que as mudanças climáticas podem aumentar o risco da doença, por favorecer o crescimento da população de mosquitos.

Acompanhe no vídeo abaixo:

Fonte: Blog da Saúde/ Ministério da Saúde

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