Dr. Newton Richa

Programa Saúde do Futuro

Por Dr. Newton Richa

Presenteísmo: quando o corpo está presente, mas a mente está em outro lugar.

Giselle Felix
Fisioterapeuta

 

Uma pesquisa da Universidade Harvard com 15.000 pessoas de 18 a 90 anos em 80 países, e com 86 categorias de trabalho, observou que em 47% do tempo as pessoas estão fazendo algo mas têm o pensamento distante. A maioria de nós já se sentiu assim em algum momento. A prática da meditação pode ser um antídoto contra essa “fuga” do pensamento.

Pesquisadores sobre o assunto sugerem que os indivíduos que mantêm atenção total no momento presente têm maior satisfação pela vida. Isso acontece porque na maior parte do tempo são capazes de extrair ao máximo o proveito desde um aroma de fruta ao passar pelo setor de alimentos no supermercado até grandes eventos como o nascimento de um filho. Inúmeros  praticantes de meditação afirmam que passaram a ter mais foco e clareza e a administrar melhor a ansiedade e o estresse.

Cada vez mais estudos contribuem para atribuir valor científico à meditação, ao que algumas décadas atrás era considerado misticismo, o que levou à diferenciação de uma técnica específica, o mindfulness (ou “atenção plena”) que surgiu nos anos 70 para diferenciar a meditação oriental tradicional de conotações religiosas e preconceitos.

Centenas de pesquisas em centros respeitados, como a Universidade Harvard, comprovaram mudanças estruturais no cérebro com a prática contínua do mindfulness . Elas sugerem que meditar cerca de meia hora diariamente durante pelo menos oito semanas promova o aumento da densidade do hipocampo, área do cérebro relacionada à memória e ao aprendizado.

Apesar de estabelecer uma rotina ser um fator importante para a geração deste novo hábito saudável, uma das estratégias da técnica, e que pode ser usada mesmo em momentos difíceis de parar o tempo adequado para meditar, é usar a respiração. Quando nos permitimos treinar seguir o fluxo do ar pelo corpo, percebê-lo mudar de temperatura à medida em que faz seu trajeto. Um minuto já é suficiente para alívio de tensões na maioria dos casos. Outra dica para quem deseja criar este hábito, é definir algum dia da semana para almoçar com atenção plena: programar-se para não haver interrupções (não leve o celular se puder), e desfrute de cada sabor, textura e movimento, e o efeito desta rotina será capaz de auxiliar inclusive na digestão e ajudar na dieta.

Com tantos benefícios e facilidades de iniciar, que tal começar o novo hábito de meditar hoje mesmo, no próximo minuto?

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