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Praticas Integrativas Complementares: Uma modalidade que cresce no SUS

yoga

Em 2006, quando o SUS começou a implementar a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, eram apenas cinco modalidades disponíveis à população: fitoterapia, homeopatia, termalismo, medicina antroposófica e medicina tradicional chinesa/acupuntura. Atualmente, são 29 práticas, dentre elas: dança, circular, musicoterapia, reiki, shantala, quiropraxia, yoga, biodança, entre outras.

Estas práticas são reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que orienta os países a adotarem destas práticas em seus sistemas nacionais de saúde. No Brasil, as Práticas Integrativas e Complementares (PICS), como são chamadas, foram reconhecidas pelo Ministério da Saúde(MS), e tiveram a expansão solicitada no SUS em diversas Conferências Nacionais de Saúde. Diversos conselhos profissionais no país reconhecem e sinalizam os benefícios da modalidade que atualmente é um grande espaço de representatividade de gestores, servidores e usuários. Entre os conselhos  que reconhecem a prática estão o de enfermagem, odontologia, fisioterapia e farmácia.

No SUS,o tratamento visto como complementar às terapias já conhecidas, é indicado no âmbito da Atenção Básica, nas Unidades Básicas de Saúde(UBS) e, também, no atendimento especializado das unidades hospitalares, o que amplia a possibilidade de oferta desta linha de atividades.

O uso das PICS, como alternativa ou complemento aos tradicionais tratamentos de saúde, cresce a cada ano no SUS, nas atividades coletivas, como Yoga e Tai Chi Chuan, o crescimento foi de 46%, passando de 216 para 315 mil, entre 2017 e 2018. A quantidade de procedimentos relacionados a essas práticas, como auriculoterapia por exemplo, aumentou mais de 126%, passando de 157 mil para 355 mil entre 2017 e 2018

. O aumento do número de participantes nas atividades também pode ser visto, com um crescimento de 36%, de 4,9 milhões para 6,67 milhões nesse mesmo período. O Brasil é referência Mundial na área.

Benefícios das Práticas Integrativas

Por meio de diversos estudos, foi comprovada a eficácia de muitas das práticas na melhora do bem-estar de diversos pacientes, acometidos pelas mais diversas enfermidades. Um exemplo é o uso da meditação como uma alternativa para a redução do risco cardiovascular e para melhorar a depressão. Algumas pesquisas ressaltam melhoras também nos casos de Câncer de Mama. Segundo estudos, os casos de fibromialgia podem contar com a acupuntura como uma forte aliada.

Podem ajudar ainda aos que desejam parar de fumar ou diminuir o peso. Segundo o Coordenador de PICS do Ministério da Saúde, Daniel Amado, as práticas são abordagens de cuidados que ampliam o olhar dos profissionais de saúde, que passam a ver o paciente de uma forma mais ampla e não apenas complementam o tratamento, mas também aumentam as possibilidades, ao direcionar os cuidados para áreas que normalmente os tratamentos tradicionais não cercam. Um exemplo disso são os tratamentos oriundos da medicina chinesa e da medicina antroposófica.

Plataformas como a PUBMED e Cochrane reconhecem e elencam diversos benefícios da utilização dessas práticas complementares.

Trabalhando não apenas na recuperação da saúde, as atividades presentes no rol de Práticas Integrativas e Complementares do SUS, visam prevenção de agravos e promoção da saúde, contribuindo no estímulo a participação social do indivíduo.

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