Dr. Newton Richa

Programa Saúde do Futuro

Por Dr. Newton Richa

Por que os maiores players da atualidade estão invadindo o mercado de Saúde?

Giselle Felix
Fisioterapeuta

Com uma insatisfação declarada, no estilo semi-guerra em relação ao Sistema de Saúde  atual existente no mundo todo,  pois se assim não fora, novos players, experientes em suas áreas de atuação, estão se movendo rapidamente de forma inédita na área da saúde para capitanear uma grande mudança. Esses novos participantes mostram-se prontos para abalar a indústria da saúde, atraindo bilhões de dólares em receita de saúde tradicional ao construir novos e lucrativos mercados na Nova Economia da Saúde.

O que motiva essa migração do capital da indústria de assistência médica no mundo inteiro é o fato dela estar sendo derrubada por empresas sintonizadas com as necessidades e desejos dos consumidores, mordendo pelas bordas o tradicional ecossistema de saúde, estabelecendo palco para esse game changer. Dessa forma, esses novos protagonistas, que tem sua origem no varejo, tecnologia, telecomunicações, produtos de consumo e até da indústria automotiva, estão formando o contornos desse mercado em expansão. Eles consideram seu alcance global, insights do cliente, compromisso a transparência e confiança nas marcas como ativos críticos para capturar e dominar o fragmentado setor da saúde. Novos participantes estão aos poucos, impulsionando a democratização e descentralização dos cuidados de saúde, capacitando os consumidores para acessar o atendimento em qualquer lugar e gerar nas pessoas o empoderamento para realizar a autogestão da saúde.

O crescente interesse do consumidor na redução de despesas, reflexo das últimas e presentes crises econômicas mundiais, além de características como transparência e qualidade semearam um novo mercado que já surge aquecido. Em muito menos de uma década, a Saúde vai evoluir para a permanência e ascenção de soluções orientadas para o consumidor, com mais opções no estilo “Amazon”, surgirão novas marcas icônicas da Economia, enquanto veremos o declínio das grandes marcas que não estiverem atentas para esta mudança. As novas marcas estão se movendo rapidamente com novas idéias sobre como satisfazer o apetite dos consumidores por trabalhar na dor: ora, de fato as pessoas não querem é ficar doentes, portanto, mais do que viabilizar o tratamento médico, a proposta dessas marcas é gerar uma melhora na saúde das pessoas, além da conveniência de serviços, incluindo acessibilidade e qualidade superior, é a “democratização do cuidado”: barato, fácil e perto de casa.

A democratização das pesquisas por produtos e serviços, permitiu praticamente qualquer um com acesso à Internet obter e compartilhar informações em qualquer lugar a qualquer hora. Os usuários não são mais inteiramente dependentes da família, dos médicos ou hospitais quando se trata de autocuidado, definido pelo Portal do Departamento de Atenção Básica (DAB – Ministério da Saúde) como “olhar para si, observar e escolher ações e formas para cuidar da sua saúde”, nível de atenção que provê atenção integral e aborda a maioria das demandas em saúde da população de forma longitudinal (ao longo do curso de vida), segundo a OMS.

A cultura DIY (do it yourself) na Saúde está crescendo mesmo em condições outras vezes complexas, e isso tem tornado os serviços mais simples e mais baratos, com tendências a serem gerenciados em casa. Esse movimento tende a desviar milhões de pacientes para longe consultórios médicos, clínicas de cuidados urgentes e salas de emergência, entretanto, é importante que os negócios em Saúde percebam que esta é uma grande oportunidade de estar trabalhando em conjunto colocando o paciente no centro do tratamento, potencializando os resultados.

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