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Poluição do ar está entre as principais ameaças à saúde na atualidade

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Por Maylaine Nierg

Resultado da atividade humana, a poluição do ar é um dos principais causadores de danos à saúde da população na atualidade. Esse problema é mais comum nas grandes cidades, e geralmente está ligado a questões como a produção industrial, as construções e aos gases liberados por automóveis. Apesar da evidência dos danos crescentes provenientes dessa poluição, ainda há muita negligência da população e das autoridades, no que tange ao combate a essa mazela social.

Entre as principais substâncias poluentes do ar estão partículas inaláveis, dióxido de enxofre, ozônio, dióxido de nitrogênio e monóxido de carbono. Essas substâncias podem causar inúmeros problemas à saúde, como dor de cabeça, doenças respiratórias e cardíacas, exaustão e até problemas mais graves, como câncer de pulmão.

Grande parte desses poluentes são resultado do alto volume de lixo, provenientes do consumo exacerbado. No Brasil, segundo dados do IBGE, são produzidas cerca de 220 mil toneladas de lixo. Desse total, o lixo popular corresponde a 120 mil toneladas.

De acordo com o Médico do Trabalho e membro do Conselho do Observatório da Saúde, Newton Richa, a poluição de modo geral é a maior causa de morte prematura no mundo atualmente.

As doenças causadas pela poluição foram responsáveis por cerca de 9 milhões de mortes prematuras em 2015 – 16% de todas as mortes em todo o mundo – três vezes mais mortes do que a AIDS, a tuberculose e a malária combinadas e 15 vezes mais que todas as guerras e outras formas de violência. Nos países mais gravemente afetados, as doenças relacionadas com a poluição são responsáveis por mais de uma em cada quatro mortes”, ressalta o médico.

O médico explica que a maior negligência a esse fator ocorre em países de baixa e média renda. Ele conta que nos países de alta renda existem legislações e regulamentos exigindo ar puro e água limpa, e que nesses locais também são estabelecidas políticas de Segurança Química, combatendo flagrantes de poluição.

Richa destaca ainda que nos países que assumiram uma atitude mais consciente em relação à poluição, ocorreu redução de mais de 90% da concentração de chumbo no sangue das novas gerações.

“Nos países que adotaram esse posicionamento mais consciente quanto à poluição química, o ar e a água estão agora mais limpos, os rios já não pegam fogo, os piores sítios de resíduos perigosos foram remediados e muitas das cidades estão menos poluídas e mais habitáveis. A saúde melhorou e as pessoas vivem mais tempo”.

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