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Pílulas anticoncepcionais e trombose: o que é importante saber

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Por: Equipe da Redação
redacao@observatoriodesauderj.com.br

As pílulas anticoncepcionais são o principal tipo de contraceptivo utilizado pelas mulheres brasileiras. Estima-se que 61% da população feminina no país faz uso desse tipo de medicamento. Nesse contexto, um fator que tem preocupado as usuárias é a ligação entre o uso das pílulas e o surgimento da trombose, doença considerada rara, que atinge 1 em cada 1000 mulheres no mundo.

Conforme dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel (caso das pílulas) têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano, do que as mulheres que não usam contraceptivos hormonais combinados.

Segundo o médico Sérgio Meirelles, 1° vice-presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular do Rio de Janeiro (SBACV-RJ), algumas combinações de hormônios, presentes nos anticoncepcionais, associado ao tempo de uso do remédio podem desencadear a trombose. Ele assinala que, na maioria dos casos, a doença ocorre porque a paciente já possuía algum tipo de predisposição genética para desenvolver o problema, e acrescenta que existem outros inúmeros fatores que podem ocasionar a doença.

O que é a Trombose

A trombose consiste na coagulação do sangue no interior das veias. Na maioria dos casos, ela atinge os membros inferiores do corpo, mas também pode ocorrer em outras regiões, como cérebro, por exemplo. Com relação aos sintomas, os mais comuns são inchaço e dor.

Ainda de acordo com o médico, uma das principais preocupações envolvendo a trombose é que o coágulo sanguíneo – quando localizado nos membros inferiores – pode desencadear a liberação de partículas desse trombo para o pulmão, gerando embolia pulmonar.

Entre os fatores de risco estão: obesidade, tabagismo, varizes, doenças pulmonares, doenças cardíacas, sedentarismo, diabetes, pressão alta, doenças cardíacas, cirurgia, idade, internação hospitalar prolongada, entre outros.

Prevenção

Existem exames genéticos capazes de indicar predisposição à trombose. Antes de utilizar a pílula anticoncepcional, o ideal é que as mulheres façam esses exames, que devem ser prescritos pelo ginecologista. Essa avaliação pode detectar a trombofilia, doença que altera a coagulação do sangue e aumenta a formação de coágulos e a obstrução dos vasos sanguíneos (trombose). O problema pode ser genético (herdado dos pais) ou adquirido, como nos casos de mulheres que usam a pílula.

Além da predisposição genética, há outros fatores que podem desencadear a trombose como, por exemplo, uma imobilização prolongada ou um trauma na veia.

“É importante detectar os fatores de risco antes que a doença se desenvolva. Através desse diagnóstico precoce, o angiologista ou cirurgião vascular pode prescrever medicamentos que vão atuar de forma preventiva”, acrescente Sérgio Meirelles.

O Observatório da Saúde alerta que as pílulas anticoncepcionais, quando utilizadas com a devida precaução, são seguras e eficazes. Informe-se com o seu médico.

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