Notícias

Pesquisa aponta que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente

De acordo com um estudo feito pela Edelman Insights, a perda de dentes é o segundo fator que mais prejudica a qualidade de vida das pessoas entre 45 e 70 anos

doct
No Brasil, 39 milhões de pessoas usam próteses dentárias, sendo que uma em cada cinco delas tem entre 25 e 44 anos Foto: Epitacio Pessoa / AE
O Estado de São Paulo – 17/08/2018

A perda dos dentes é o segundo fator que mais prejudica a qualidade de vida de pessoas entre 45 e 70 anos, segundo dados de uma pesquisa que ouviu 600 latino-americanos, entre eles 151 brasileiros.

O estudo Percepções Latino-americanas sobre Perda de Dentes e Autoconfiança, feito pela Edelman Insights, destaca ainda que, para 32% dos entrevistados, a perda de dentes os impede de ter um estilo de vida saudável e ativo.

De acordo com o estudo, no Brasil, 39 milhões de pessoas usam próteses dentárias, sendo que uma em cada cinco delas tem entre 25 e 44 anos. A pesquisa ressalta ainda que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente e 41,5% das pessoas com mais de 60 anos já perderam todos.

Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados disseram que a perda de dentes deixou a aparência do seu rosto pior, 43% afirmaram que ela atrapalha para estabelecer um relacionamento e, para 21%, a condição lhes impediu de fazer novos amigos.

Pesquisa ressalta que 41,5% dos brasileiros com mais de 60 anos já perderam todos os dentes Foto: Dida Sampaio / Estadão

Sobre autoestima e fala, 38% dos entrevistados se sentem mais inseguros para ir a festas e eventos sociais, e 41% relataram uma dificuldade maior para pronunciar as palavras após a perda dos dentes.

“É preciso compreender as dificuldades enfrentadas pelas pessoas que perderam os dentes e ajudá-las a encontrar um bom especialista que as auxilie na escolha de uma prótese adequada, de boa qualidade. O objetivo é que os pacientes tenham acesso à informação e conheçam os melhores produtos disponíveis no mercado para confecção, fixação e limpeza da prótese”, explicou a odontogeriatra Tânia Lacerda, integrante da Câmara Técnica de Odontogeriatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *