Dr. Newton Richa

Programa Saúde do Futuro

Por Dr. Newton Richa

Os Desafios do Médico na Era do Conhecimento de Internet

Giselle Felix
Fisioterapeuta

Não há nada de novo em um paciente bem informado. A novidade é a matriz de tecnologias digitais e ferramentas de comunicação baseadas na Internet, visando apaziguar esse apetite além de apenas pedir conselhos aos médicos. Como os profissionais médicos poderiam ajudar seus pacientes a entender o máximo possível sobre doenças, medicamentos, tratamentos e cuidados alternativos com a ajuda de meios inovadores?

Com cada vez mais frequência, as pessoas entram on-line para procurar informações sobre uma doença específica, algum problema de saúde, para saber detalhes sobre algum tratamento ou procedimento médico que lhe interesse. Muitos também se interessam em buscar por dietas famosas, e séries de exercícios físicos que possam gerar o resultado desejado. Entretanto, a conclusão que devem chegar é que a internet existem todas as prescrições, exceto a sua, individualizada, elaborada pelo profissional de saúde de sua confiança, que detém conhecimento particular da sua individualidade biológica.

Embora todo esse acesso nas mãos do paciente, exige uma nova habilidade a ser desenvolvida pelos médicos desta nova era digital, passa a ser ajudar seus pacientes a encontrar as informações mais relevantes – Gostemos ou não, sejamos profissionais da saúde ou pacientes, temos ciência de que na maioria das vezes, antes do contato com o médico ou  outro especialista, o cliente já chega “pré diagnosticado”, pela consulta prévia à internet, com sugestão de prescrição, “senhor do conhecimento”, mais disposto a tirar suas dúvidas, para buscar a melhor recomendação sobre seu tratamento. 

Nós não podemos nos esquivar dessa realidade, pois com frequência, pessoas diagnosticadas com uma doença ou com um sintoma estranho (ou muito comum, por exemplo) se voltarão para a sabedoria da Internet para obter mais informações. No entanto, o espaço on-line também é cheio de materiais irrelevantes, falsos ou prejudiciais, e é preciso ter habilidades para navegar na selva de dados.

Esta semana, um amigo me mostrou um recurso recomendado pela sua alergista, que tem por objetivo ajudar o paciente a saber se é alérgico ou não a determinado componente químico presente no medicamento prescrito. O paciente insere seus dados, com a informação dos componentes aos quais é alérgico, e o sistema, que pode ser acessado pelo próprio celular, classifica se ele pode usá-lo ou não, mediante análise das substâncias que compõem determinado medicamento. Importante ferramenta, por exemplo, em casos quando o paciente que é alérgico é orientado por outro especialista a uma prescrição medicamentosa.

O profissional de saúde cada vez mais deve assumir o papel do guia. A cooperação proativa entre médico e paciente torna a assistência médica e a prevenção mais eficientes. A tecnologia é nosso aliado comum para alcançá-la.

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