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Os cuidados com a diabetes e o novo sistema de medição de glicose

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Rafael Laet

Cerca de 10 milhões de brasileiros são portadores de diabetes do tipo 1 ou tipo 2, e o mais preocupante é que boa parte das pessoas nem desconfia que possui esta complicação. A diabetes é considerada uma doença silenciosa, porque seus sintomas nem sempre aparecem de imediato, podendo surgir até mesmo anos depois da complicação inicial.

A diabetes é causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A doença pode acarretar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte.

Novos hábitos como a prática de exercícios físicos, avaliações médicas constantes, dietas rígidas e até a possibilidade de aplicação de injeções de insulina podem se tornar parte do dia a dia do portador de diabetes.

Para Leonardo Galvão Lima, portador do tipo 1, o apoio da família foi especialmente importante no começo dessa empreitada. “Eles me ajudaram a descobrir substitutos para as comidas normais e estabelecer horários mais rígidos. Pode parecer difícil, mas com o tempo se torna apenas um novo costume”, afirmou.

Para quem tem diabetes é essencial, acompanhar os níveis de glicose no sangue, através do automonitoramento. Ao fazer o teste de glicemia capilar, também conhecido como teste da ponta do dedo, o diabético é informado sobre os níveis de glicose no sangue e tem a possibilidade de minimizar o surgimento de complicações da doença. Apesar de importante, o teste de glicemia capilar pode ser bastante incômodo, uma vez, para controlar a diabetes, é necessário furar os dedos e testar os níveis de glicose várias vezes ao dia.

Foi pensando nesta rotina que os pesquisadores do MIT descobriram um novo método de medição menos invasivo, usando luz infravermelha para obter leituras de glicose sem a necessidade de furar os dedos. Este sistema utiliza uma técnica conhecida como espectroscopia Raman, que consegue detectar informações químicas e estruturais de quase qualquer elemento apenas com o uso de luz infravermelha.

De acordo com os pesquisadores do MIT, a luz infravermelha é liberada sobre a pele em um ângulo de 60 graus, enquanto uma fibra receptora é colocada de forma que fique paralela aos raios. A luz ricocheteia as moléculas presentes no tecido e atinge a fibra, produzindo um sinal Raman de glicose mais forte, enquanto filtra os sinais refletidos na superfície da pele.

O aparelho de medição por luz infravermelha ainda não está à venda. Depois que passar por adaptações para a redução de seu tamanho, já que atualmente é comparável a uma impressora pequena, estará disponível para comercialização.

Para Vitória Peixoto, portadora do tipo 1, a nova máquina parece uma boa notícia. “Uma opção maravilhosa! Não importa o tamanho, até porque eu odeio agulhas!”, ressaltou.

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