Notícias

Organizações debatem saúde dos homens e igualdade de gênero

ONU mulheres, e PromundoRj utilizaram do espaço da Petrobras para explicar o quanto a masculinidade tóxica pode afetar a saúde do homem, e lançar o relatório sobre a situação da paternidade no mundo.

CeJT01RUMAQhLly
Por: Rafael laet
redacaoobservatorio@gmail.com 

Muito se ouve falar sobre o termo “Masculinidade tóxica”, mas o quão tóxico de verdade essa masculinidade pode ser? Com o tema “Um bate papo sobre homens e igualdade de gênero” as entidades cariocas, unidas a ONU mulheres iniciaram os debates sobre o assunto nesta última quinta-feira, 22 de agosto. Baseando-se em um trabalho de pesquisa de dados realizado pela Promundo chamado “The Man Box”, realizado em 2016 com mais de 1000 respondentes nos países dos Estados Unidos, Reino Unido e México.

“Nossos estudos afirmaram que quanto mais existir a “Caixa do homem” em um país maior será a incidência de assédio neste país. Nós já sabemos que os homens vivem menos do que as mulheres, e queremos mostrar o porquê. ” – Gary Barker, fundador, representante e CEO da Promundo

O representante afirma que a “Caixa da masculinidade” afeta a saúde do homem no momento em que o “Modus operandi” começa a desafiar o sentido de autopreservação humano.

Dentre os motivos estão: A necessidade de afirmação de autossuficiência, tanto no sentido físico como no psicológico; A constante preocupação com os papeis tradicionais de gênero e heterossexualidade; E a necessidade psicológica de estar no poder e reproduzir agressão para manter este controle.

As consequências do Man Box

Uma das consequências apresentadas pelo método de atuação dos “homens” que poderiam afetar a saúde estava a possibilidade de não se importar em procurar os serviços de saúde como o SUS. A necessidade de autossuficiência faz as pessoas do sexo masculino relacionar a possibilidade de adoecer diretamente com demonstração de fraqueza, o que deve ser evitado.

A pesquisadora, e superintendente de atenção primária do estado do Rio de Janeiro, Thais Severino afirma que uma frase comum entre estes homens é que a nutrição é coisa de mulher, ou de viado! O que pode levar a uma maior frequência do uso de drogas, álcool e uma pior alimentação como um todo. Fatos que são defendidos pelos dados levantados.

A atuação agressiva também é um fator agravador que aumenta a exposição deste homem à acidentes do transito e discussões no trabalho. Sobre o trabalho foram levantados dados de que a grande maioria dos homens não tira o número de folgas que é previsto pela lei, principalmente pela questão de papel social, e razões financeiras.

Por fim são levantados dados que afirmam não apenas o impacto na saúde do homem, mas os gastos com esta saúde debilitada que poderiam ter sido economizados. Os estudos realizados por economistas americanos, e apresentados no bate papo afirmam que “Se os homens não estivessem na caixa seriam economizados cerca de 15,7 bilhões de dólares. ”

Fora da caixa e as resoluções

Dentre as resoluções apresentadas para estes problemas estava obviamente o ato de sair da caixa, mas como? Afirma-se que estes atos são:

  1. Escutar o que as mulheres têm a dizer!
  2. Protestar juntos para a igualdade de gêneros.
  3. Questionar a atuação de outros do mesmo gênero.
  4. Flexibilizar os papeis de gênero e dar o devido crédito da atuação das mulheres.
  5. Atuar mais ativamente na paternidade
  6. Realizar as suas fraquezas

Para informações sobre o relatório de situação de paternidade acessar: https://promundo.org.br/recursos/spb2019/ ou https://stateoftheworldsfathers.org/

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *