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Observatório visita Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto

A unidade é considerada um centro de referência no tratamento de crianças com fissuras Labiopalatais

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Por: Equipe da Redação
Redação@observatoriodasauderj.com.br

A ausência de informação faz com que determinadas doenças causem certa estranheza por parte da sociedade. Em muitos casos, um problema que era para ser pequeno acaba tomando maior proporção devido às implicações sociais que ele gera para o paciente. Esse é o caso de grande parte das pessoas que nascem com as fissuras labiopalatais (abertura do lábio ou céu da boca), considerada uma das anomalias congênitas mais comuns em bebês recém-nascidos. Com a assistência médica e psicológica adequada, é possível corrigir a deformidade e garantir aos pacientes uma vida saudável.

Pensando nisso, o Observatório da Saúde foi conferir de perto o trabalho realizado pelo Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto (HMNSLoreto), localizado na Ilha do Governador, zona Norte do Rio de Janeiro, que é referência no estado como único centro credenciado pelo Ministério da Saúde para o tratamento multidisciplinar das fissuras labiopalatais.

 

Estiveram presentes no local os médicos Marcio Meirelles e Luiz Roberto Londres, diretores do Observatório e Acyr Gonçalo, membro do Conselho (que conselho?). A equipe foi recebida pela diretora do Hospital, Fátima Brandão.

No Centro de Tratamento de Fissuras Labiopalatais (CEFIL) da unidade, a criança recebe assistência integral que vai desde a maternidade até o final da adolescência com tratamento de ortodontia, fonoaudiologia, psicologia, cirurgia plástica, entre outras especialidades. Do total de pacientes, 50% são de outras cidades ou estados.

“É impossível não se comover com a extrema dedicação e carinho dos profissionais que atuam no Hospital Nossa Senhora do Loreto, mais precisamente no CEFIL. Esse foi um dos fatores que nos chamou mais a atenção. Outro aspecto positivo que podemos destacar é que que a unidade reúne, em um ambiente relativamente simples, recursos tecnológicos e infraestrutura avançada para o tratamento dos pacientes”, explica Marcio Meirelles.

Dr. Meirelles ressalta ainda que deveria haver maior apoio por parte da iniciativa privada, para que o HMNSLoreto possa desenvolver um trabalho de proporções ainda maiores no tratamento das fissuras labiopalatais.

Associação Saúde Criança Ilha

Além da assistência médica, a unidade conta com a parceria de uma associação que proporciona melhorias sociais para que os pacientes carentes conduzam o tratamento. A Saúde Criança Ilha está situada dentro do CEFIL e oferece recursos, como doação do leite em pó e cestas básicas, garantindo que as crianças atinjam o peso satisfatório para realização das cirurgias necessárias.

A associação faz parte da Franquia Social, que reúne instituições que funcionam em hospitais públicos de todo o Brasil. É certificada pelo Conselho Municipal de Assistência Social e pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Resgatando a autoestima por meio da música

A Saúde Criança Ilha, juntamente com o CEFIL, desenvolve também um trabalho voltado para a autoestima dos pacientes. Criado em 2012, o coral Smile Train promove melhora da fala, da autoestima e da integração social dos participantes. O projeto é coordenado pela fonoaudióloga Maria Célia Rendeiro, especialista no tratamento da fissura labiopalatal.

O que são as fissuras labiopalatais?

A fissura labial e a fenda palatina, conhecidas popularmente como lábio leporino e goela de lobo, são malformações congênitas, de apresentação variável, que ocorrem durante o desenvolvimento do embrião.

Fissura labial, ou lábio leporino, é uma abertura que começa sempre na lateral do lábio superior, dividindo-o em dois segmentos. Na fenda palatina, a abertura pode atingir todo o céu da boca e a base do nariz, estabelecendo comunicação direta entre um e outro. Ainda não se conhecem as causas dessas anomalias. Sabe-se, entretanto, que os seguintes fatores de risco podem estar envolvidos na sua manifestação: deficiências nutricionais e algumas doenças maternas durante a gestação, radiação, certos medicamentos, álcool, fumo e hereditariedade.

 

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