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O novo coronavírus vai chegar ao Brasil

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A chegada dele ao Brasil já está certa. Só ainda não sabemos quando o primeiro caso será confirmado. Estamos falando do novo coronavírus, que, até o momento, já contaminou cerca de 7,9 mil pessoas e matou pelo menos 170, a maioria delas na província de Hubei (China), epicentro da epidemia. Os casos internacionais do coronavírus, ou seja, os episódios registrados fora da China, já são 96, mas nenhuma pessoa morreu fora do país. Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Austrália, Estados Unidos, Índia, Filipinas e Vietnã são alguns dos países que tiveram casos confirmados.

No Brasil, foram notificados nove casos suspeitos, em São Paulo (3), Santa Catarina (2), Paraná (1), Rio de Janeiro (1), Minas Gerais (1) e Ceará (1). Todos são pessoas que vieram da China. Até o momento, nenhum caso foi confirmado no país.

No dia 31 de dezembro, o governo chinês alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a aparição, na cidade de Wuhan, de uma série de casos de pneumonia de origem desconhecida. No dia 11 de janeiro, a China anunciou a primeira morte de um paciente com o novo coronavírus. Dois dias depois, a OMS identificou um caso na Tailândia, em uma paciente que teve pneumonia após voltar de uma viagem a Wuhan. Foi o primeiro registro da doença fora da China. Nos dias seguintes, o coronavírus foi identificado em outros países. No dia 22 de janeiro, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que foi registrado no Estado o primeiro caso suspeito do novo coronavírus, em uma paciente que chegou a Belo Horizonte vinda da China.

Medidas do governo brasileiro

De acordo com o Ministério da Saúde, com o aparecimento dos casos de doença respiratória causada pelo coronavírus na China, o governo brasileiro vem adotando medidas de preparação, orientação e controle para um possível atendimento de casos suspeitos no país. O Centro de Operações de Emergência (COE) – Coronavírus foi instituído no dia 22 de janeiro pelo Ministério da Saúde, com o objetivo de preparar a rede pública de saúde para o atendimento de possíveis casos no Brasil, a fim de responder a eventuais ocorrências de forma unificada e imediata. Tem sido feito um monitoramento diário da situação junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). O COE é composto por técnicos especializados em resposta às emergências de saúde pública. Além do Ministério da Saúde, compõe o grupo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Evandro Chagas (IEC), além de outros órgãos.

O Ministério da Saúde realizou, no dia 23 de janeiro, em Brasília, uma coletiva técnica de imprensa para esclarecer dúvidas sobre o vírus e informar as ações que a pasta tem tomado, junto às secretarias estaduais e municipais de saúde, além de outros órgãos, para o atendimento de caso suspeito no país. Durante a coletiva, o então Ministro da Saúde em exercício, João Gabbardo, destacou que a pasta vai continuar informando a sociedade brasileira conforme atualização da situação pela OMS. “O Ministério da Saúde tem obrigação de esclarecer e não gerar pânico desnecessário na população e estamos trabalhando junto com as secretarias estaduais com essa finalidade. A nossa rede laboratorial está preparada para realizar os testes e fazer os diagnósticos”, destacou João Gabbardo.

Para subsidiar os profissionais de saúde, o Ministério da Saúde atualizou o Boletim Epidemiológico com orientações em todas as áreas de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), além de deixar clara a definição de casos suspeitos, prováveis, confirmados e descartados.

Segundo o Ministério da Saúde, é considerado como caso suspeito do novo coronavírus paciente com sintomas da doença, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Além disso, o paciente precisa ter viajado para área com transmissão ativa do vírus nos últimos 14 dias antes do início dos sintomas. Até o momento, só há transmissão ativa do vírus na cidade de Wuhan, na China. As áreas com transmissão local serão atualizadas e disponibilizadas no site do Ministério da Saúde, no link: saude.gov.br/listacorona.

A orientação do Ministério da Saúde é que se uma pessoa tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, dentro de um período de até 14 dias após viagem para a China, onde há transmissão ativa do coronavírus, procurar uma unidade de saúde mais próxima e informar a respeito da viagem.

O que é o novo coronavírus, transmissão, sintomas e medidas de prevenção

Os coronavírus (CoV) compõem uma grande família de vírus, conhecidos desde meados da década de 1960, que receberam esse nome devido às espículas na sua superfície, que lembram uma coroa (do inglês crown). Podem causar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, do inglês Severe Acute Respiratory Syndrome) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês Middle East Respiratory Syndrome). Os vírus foram denominados SARS-CoV e MERS-CoV, respectivamente. O atual coronavírus trata-se de uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCoV, até então não identificada em humanos. Até o aparecimento do 2019-nCoV, existiam apenas seis cepas conhecidas capazes de infectar humanos, incluindo o SARS-CoV e MERS-CoV.

A origem do coronovírus ainda não está elucidada. Acredita-se que a fonte primária do vírus seja em um mercado de frutos do mar e animais vivos em Wuhan. As investigações sobre transmissão ainda estão em andamento, mas a contaminação por contato está ocorrendo. O coronavírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar (secreções aéreas do paciente infectado) ou por contato pessoal com secreções contaminadas. Os sintomas identificados foram febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave. Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus humano. No caso do novo coronavírus, é indicado repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, como por exemplo, o uso de medicamento para dor e febre (antitérmicos e analgésicos). Nos casos de maior gravidade com pneumonia e insuficiência respiratória, o suplemento de oxigênio e mesmo a ventilação mecânica podem ser necessários.

É possível reduzir o risco de infecção pelo coronavírus tomando as seguintes medidas: evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas; lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;  usar lenço descartável para higiene nasal; cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir; evitar tocar nas mucosas dos olhos; higienizar as mãos após tossir ou espirrar; não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas; manter os ambientes bem ventilados; evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

Leia abaixo o informe da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) sobre o novo coronavírus – Perguntas e respostas para profissionais da saúde e para o público em geral.

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