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O Dia Internacional do homem e a importância de se cuidar

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Por: Rafael Laet
redacaoobservatorio@gmail.com

O Dia Internacional do Homem é a data que reforça a conscientização sobre um grave problema no Brasil e no mundo: o câncer de próstata. A ideia é incentivar a prevenção da saúde masculina com foco não apenas na saúde física, como também no bem-estar social, físico e mental.

A doença já é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Um dos fatores que fazem com que o câncer de próstata seja altamente prevalente é o fato de não apresentar sintomas em sua fase inicial, o que dificulta ainda mais a sua detecção e tratamento.

Dentre os sintomas iniciais reconhecíveis estão os problemas urinários e a infecção, que se não tratados podem levar à dores nos ossos devido a metástase e ao até ao óbito. É importante ressaltar que o câncer de próstata num estado avançado só poderá ser tratado com a retirada cirúrgica desta importante glândula.

A próstata em si é uma glândula exócrina masculina responsável pela secreção de partes de fluidos alcalinos que constituem o sêmen. Localizada logo abaixo da bexiga, tem a peculiaridade de se ter fácil acesso através do orifício retal.

Não é incomum o pensamento masculino de que o exame do toque retal seja algo desconfortável, mas especialistas afirmam que o medo deste procedimento vem do desconhecimento da população sobre o mesmo.

“Muitos homens não querem fazer o exame de toque, mesmo com anestesia local. Eles me pedem para fazer apenas o exame de sangue do nível do Antígeno Prostático Especifico (PSA). O problema é que ambos os procedimentos são complementares”, afirmou o urologista Vitor Fonseca.

Apesar dos exames de PSA detectarem anormalidades na glândula, apenas o exame de toque retal pode identificar nódulos na glândula. A realização de apenas um dos exames aumenta as chances de falsos negativos, e um tratamento tardio quase sempre é sinônimo de fatalidade.

Vitor também enfatiza que o exame de próstata deve ser encarado como um prevenção à saúde e vida:  “O toque não te faz menos homem, ele te faz homem por mais tempo”.

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