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Novembro Azul pelo diabetes: mais de 460 milhões de pessoas sofrem com a doença no mundo

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Por Fernanda Machado (estagiária)*

 

O diabetes mellitus é uma doença crônica que precisa de acompanhamento médico periódico de longo prazo para evitar complicações. Além disso, de acordo com o Dr. Alexandre Hohl, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), é ideal que o paciente diabético também seja acompanhado por um profissional da área de nutrição, pois é importante que ele mantenha uma alimentação saudável, e ainda faça atividades físicas.

É fundamental falar sobre o diabetes, pois trata-se de uma doença que pode apresentar diversas complicações com o passar dos anos, como problemas oculares (retinopatia diabética, por exemplo, que pode levar ao comprometimento da visão); problemas nos rins (isto é, nefropatias que podem causar a perda das funções renais); além de complicações nos pés, podendo levar à amputação de dedos, do próprio pé ou da perna.

— O diabetes ainda pode acarretar problemas do ponto de vista cardiovascular, como infarto e AVC (derrame). Isso só pode ser prevenido através do controle rígido da glicemia por um médico especialista — declarou Dr. Alexandre Hohl.

Alguns dados importantes da Federação Internacional de Diabetes (IDF) publicados no final de 2019, apontaram que um em cada onze adultos entre 20 e 79 anos tem diabetes, o que totaliza mais de 460 milhões de pessoas diabéticas no mundo todo. Esse número torna-se ainda mais preocupante quando se constata que cerca de metade dessas pessoas não sabem que tem a doença. O diabetes é uma doença pouco diagnosticada.

Nesses mesmos números divulgados pela IDF no final do ano passado, o Brasil apareceu na quinta colocação mundial em número de pessoas com diabetes, aproximadamente 17 milhões de portadores da doença. A estimativa é que, em 2045, o país continue nessa mesma posição, atingindo cerca de 26 milhões de pessoas diabéticas.

— Mas isso não é só no Brasil. Os números do diabetes vêm aumentando progressivamente no mundo todo. Por isso, a cada dois anos, a Federação Internacional de Diabetes divulga os dados globais da doença — informou o especialista.

Para quem não sabe, a doença possui, sobretudo, dois tipos: o tipo 1 e o 2. O tipo 1 representa cerca de 10% das pessoas com diabetes. Portanto, o tipo 2 atinge, em média, 90% das pessoas diabéticas. Mas por que esse número tão alto? O tipo 2 está relacionado com estilo de vida, isto é, má alimentação, sedentarismo e, principalmente, obesidade que, junto ao diabetes, está crescendo em todo o planeta.

 

Diabetes e Covid-19

Ter diabetes mellitus aumenta o risco para a gravidade de Covid-19. Juntamente com as doenças cardiovasculares, o diabetes é um dos principais fatores de risco para que os casos de contaminação pelo novo coronavírus tornem-se mais graves.

Segundo o Dr. Alexandre Hohl não há razão para pânico, pois é possível se proteger. O diabetes não tem cura, já é uma doença instalada. Então, a melhor forma de proteção é manter a doença sob controle, ou seja, controlar os níveis de glicemia e de hemoglobina glicosilada.

Como dito anteriormente, o tipo 1 representa cerca de 10% das pessoas com diabetes, sendo caracterizado por uma destruição maciça de células beta pancreáticas responsáveis pela produção de insulina.

— Existem vários agentes que são possíveis causadores desse processo imunológico. Diversos vírus, ao longo dos últimos anos, vêm sendo apontados como possíveis agentes, como o Coxsackievirus e, agora, o SARS-CoV-2. Apesar de haver registros de pessoas que tiveram Covid-19 e depois apareceram com diabetes mellitus, esses dados ainda são muito preliminares e embrionários, visto que estamos lidando com uma doença que conhecemos pouco — explicou o médico.

 

Dia Mundial do Diabetes

O mês de novembro é dedicado a ações voltadas para a prevenção e conscientização sobre o diabetes mellitus, sendo 14 de novembro o dia D da campanha.

Esta data foi escolhida por ser o aniversário de Frederick Banting, o médico canadiano que juntamente com o seu colega, Charles Best, conduziu as experiências que levaram à descoberta da insulina em 1921.

Desde 2007, o símbolo do Dia Mundial da Diabetes é um círculo azul. O círculo representa a união e é um símbolo universal de vida e saúde. O azul representa a cor do céu, que une todas as nações da Terra e é também a cor da bandeira das Nações Unidas.

 

*Sob a supervisão de Juliana Temporal

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