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Novas realidades de trabalho e a saúde mental dos trabalhadores

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Por Maylaine Nierg

São cada vez mais velozes as mudanças na realidade de trabalho no Brasil e no mundo. Se por um lado, existe a modernização, onde novos formatos estão surgindo, aumentando a necessidade de maior preparo por parte do trabalhador; por outro, há ainda a situação do desemprego, que no Brasil já afeta mais de 13 milhões de pessoas. A união desses dois cenários tende a aumentar a preocupação das pessoas em relação ao futuro, contribuindo para o aumento dos quadros de estresse e ansiedade. 

O estresse relacionado ao trabalho não é um assunto novo. Porém, parece estar longe de ser visto como uma questão superada. Segundo especialistas, entre os principais fatores para esse problema estão prazos curtos, metas irreais, desorganização e sobrecarga. Tais situações estão ligados à depressão relacionada ao trabalho, também conhecida como a síndrome de burnout, problema psíquico caracterizado pelo esgotamento profissional. 

Somado a esse cenário estão os novos formatos de trabalho e a crise econômica. Muitas profissões e cargos estão se tornando defasados, e algumas empresas estão simplesmente optando pela redução do quadro de funcionários, para redução de gastos. Isso traz para os trabalhadores a necessidade de se reinventar e pensar em novas soluções para o futuro profissional. 

O impacto dessa nova realidade é sentido tanto entre as pessoas com mais idade e com maior experiência, que estão tendo de se reinventar, quanto pela juventude, que se sente insegura em relação ao futuro do mercado de trabalho. 

Uma questão de saúde pública

A combinação entre esses fatores mostra que saúde está ligada à economia, à educação, e a conjuntura social como um todo. Quando não há oferta de emprego suficiente, nem formação educacional suficiente, as pessoas não conseguem ter uma perspectiva otimista em relação ao futuro. Por isso, pode-se dizer que a insegurança em relação ao futuro do trabalho é uma questão de saúde pública. 

Segundo estudiosos, também é importante que setores governamentais e instituições da sociedade civil articulem ações de prevenção, assistência e reabilitação, a fim de que hajam mudanças na estrutura do mercado de trabalho e nas políticas das empresas. 

Funcionário saudável, empresa saudável

Inúmeras empresas estão adotando políticas de valorização do bem-estar do funcionário. Elas chegaram a conclusão de que, dessa forma, é possível reduzir gastos e aumentar a produtividade da própria organização. 

Grandes marcas como Google, Adidas, Unilever, Facebook, Linkedin e Amazon estão se destacando cada vez mais por priorizar um ambiente de trabalho saudável. Elas oferecem vantagens como horários flexíveis, aulas de yoga, opções saudáveis de alimentos no refeitório da empresa, licença maternidade estendida, entre outros benefícios.

Para os especialistas, esse posicionamento mais humanizado na organizações evita fatores como estresse, fadiga e desgaste emocional. O que previne o surgimento de transtornos mentais no futuro e promove qualidade de vida para os funcionários e para a empresa. 

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