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Nova pesquisa ressalta a importância da nutrição para a saúde de crianças

Neste mês das crianças a pesquisa entra em sua penúltima fase. E constará da medição de peso, altura e coleta de sangue de crianças menores de 5 anos, para a elaboração de futuras políticas públicas.

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Por: Rafael Laet

Cada vez mais as pessoas estão considerando a obesidade infantil como um problema de saúde nacional. Desde 2017, o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde (OMS) vem tratando este caso como uma questão que deve ser estudada e lidada como política pública.

A coleta de dados da OMS afirmou que o sobrepeso aumentou mundialmente em até dez vezes nas últimas quatro décadas para crianças de até 17 anos. Especialistas afirmam que muitos desses casos estão ligados a formação nutricional em períodos anteriores da infância, informação que só legitima a necessidade desta recente pesquisa do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani).

Iniciada nesta segunda feira, a pesquisa tem o diferencial na coleta de sangue de crianças acima de 6 meses de idade e abaixo de 5 anos. O objetivo é medir a quantidade de cerca de 12 micronutrientes no sangue, dentre eles zinco, selênio e complexo B. Os resultados dos exames serão entregues aos pais das crianças e caso seja encontrado deficiência de micronutrientes, desnutrição, ou obesidade os participantes serão encaminhados para unidades de saúde próximas.

Em entrevista exclusiva ao Observatório da Saúde, a nutricionista Patrícia Brandão, afima que as escolas ou creches públicas estão fazendo um bom trabalho com o que podem, seguindo o padrão estabelecido pelo Padrão Nacional de alimentação Escolar (PNAE). Para ela, a causa desse aumento está ligada majoritariamente ao ambiente familiar.

“Uma alimentação balanceada na infância é de suma importância para que se tornem adultos saudáveis e que tenham menos riscos de desenvolverem doenças como diabetes e hipertensão arterial. Se os pais não educam, a criança acaba por ter hábitos que trazem malefícios a sua saúde”, ressaltou a nutricionista.

A pesquisa é coordenada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com o apoio do Ministério da Saúde. Também consta de parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento cientifico (CNPQ), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Isto apenas no Rio de Janeiro, mas ao todo a iniciativa conta com 60 pesquisadores e 22 instituições acadêmicas espalhadas pelo país. A última fase se iniciará em novembro, e até o fim do ano a pesquisa de campo cobrirá todos os estados brasileiros. Serão estudados 15 mil domicílios em 123 municípios de todo o país.

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