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Ministério implanta Secretaria de Atenção Primária à Saúde

Por Maylaine Nierg

A Atenção Primária é a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde. Ela também é base para a disseminação de uma cultura de saúde preventiva, uma vez que o foco não é a emergência e sim a manutenção de uma população saudável, através do acesso à serviços de base como acompanhamento psicológico, vacinação, serviços odontológicos, entre outros.

Considerando a importância dessa questão, o atual Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, colocou esse setor no topo da lista de ajustes a serem feitos nos 100 primeiros dias de sua gestão. Como parte disso, o Ministro confirmou, recentemente, a criação da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAP), que tem como objetivo expandir e qualificar os serviços desse setor, com foco da Estratégia de Saúde da Família.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 80% dos problemas de saúde podem ser resolvidos na Atenção Básica: “o serviço permite, por exemplo, desafogar os atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) e emergências hospitalares, onde muitos pacientes vão em busca de atendimentos de baixa complexidade, como curativos e pequenas cirurgias”.

Nesse novo cenário da Atenção primária será possível, por exemplo, expandir os horários de funcionamentos das Unidades de Atenção Básica (postos de saúde, Clínicas da Família e Centros Municipais de Saúde).

“Entre as nossas ações, permitimos a abertura das unidades de saúde além de 40h, porque era o único modelo que existia e agora teremos 40, 60 e 75h. Demos aos prefeitos a decisão de quais unidades funcionar com esses modelos e flexibilizamos as regras. Aumentamos o custeio para as Unidades de Atenção Básica, injetando mais recursos para permitir que a área se reorganize. Tudo isso com o orçamento que recebemos e a economia gerada nos processos de compras de medicamentos e redução de diárias e passagens, colocando a Atenção Primária no foco do sistema”, ressaltou o Ministro.

Saúde indígena na Atenção Primária

Outros ajustes ligados à essa nova Secretaria, é o fato de que a Secretaria de saúde indígena deverá se tornar um departamento na área de Atenção Primária. Mandetta menciona que avaliando meios de chegar um melhor controle de problemas de saúde no meio indígena, mobilizando gestores de diferentes esferas para tratarem desse assunto.

“Na área de saúde indígena pactuamos com secretários de saúde estaduais e municipais a criação de um Grupo de Trabalho para realizar um levantamento de dados, entre eles, números epidemiológicos das comunidades, dados de mortalidade infantil, expectativa de vida e incidência de doenças típicas de determinadas etnias. Queremos entender as reais fragilidades e pontos positivos da atenção a essa população para que a gente possa avançar para um sistema humanitário e racional, tratando os índios como personagens e cidadãos do seu tempo”.

Vacinação

Ainda no âmbito da Atenção Primária e das prioridades dos 100 primeiros dias de Saúde, o Governo também decidiu antecipar, em 15 dias, a Campanha de Vacinação contra a Gripe. Além disso, o Ministério lançou, na semana passada, o Movimento Vacina Brasil. A medida tem como finalidade ampliar a cobertura vacinal no país, que , segundo o Ministério, tem apresentado números bem abaixo do esperado.

2 comentários em "Ministério implanta Secretaria de Atenção Primária à Saúde"

  1. Acyr Cunha disse:

    A visão equivocada de investir no tratamento de DOENÇAS, quando o foco deve ser na prevenção. Saúde e bem estar estão, agora, investimentos na atenção básica evita internações, já que 80% das queixas podem ser resolvidas com anamnese e um bom exame clinico em qualquer das unidades de saúde, ficando os demais 20% a serem encaminhados a unidades secundarias e terciarias.
    Vacinar sempre, crianças e adultos, em todas as campanhas.
    Cuidar da alimentação, atividade física e preservar o meio ambiente deve ser a regra.

    1. Enquanto a doença for o centro do investimento, hospitais continuarão lotados e teremos um eterno enxugamento de gelo. É necessário pensar na promoção da saúde, no controle de doenças crônicas e no incentivo a hábitos saudáveis da população.

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