Isis Breves

Saúde Coletiva

Por Isis Breves

Ministério da Saúde lança campanha publicitária de mobilização e comunicação para vacinação de adolescentes contra o HPV

Com o slogan “Não perca a nova temporada de Vacinação contra o HPV”, a campanha publicitária será veiculada em diversos meios de comunicação por todo país no período de 04 a 28 de setembro. A chamada tem a finalidade de convocar meninas de 09 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos para vacinar contra o vírus do HPV. A meta do Ministério da Saúde (MS) é vacinar 20 milhões de adolescentes, sendo 9,7 milhões de meninas 10,8 milhões de meninos. O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina HPV para meninos em programas nacionais de imunizações.

Segundo dados da pesquisa Projeto POP-Brasil Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV, liderada pelo MS em parceria com o Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre (RS), a prevalência estimada de HPV foi de 54,6%, na faixa etária de 16 a 25 anos, sendo que 38,4% destes participantes apresentaram HPV de alto risco para desenvolvimento de câncer.

A pesquisa foi realizada em 26 capitais brasileiras e Distrito Federal, com o total de 7.586 participantes do estudo na entrevista, 2.669 foi analisado para tipagem de HPV e o resultado foi a prevalência do vírus de mais da metade da população da amostragem.

O estudo indica ainda que 16,1% dos jovens tem uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para HIV ou sífilis. Os dados finais deste projeto serão disponibilizados no relatório a ser apresentado ao Ministério da Saúde até o final do ano.

Por isso, é fundamental que o adolescente vacine-se contra o HPV. O MS investiu R$ 567 milhões na aquisição das vacinas de HPV para ofertar à população nos postos de saúde. A cobertura vacinal completa contra a doença é duas doses, portanto quem tomou apenas 1 dose em seis meses nesta faixa etária da campanha, deverá voltar aos postos de saúde para tomar a segunda dose. Além dos que ainda não tomaram nenhuma dose e está na idade da campanha.

Importante ressaltar que a vacina HPV é segura e eficaz na proteção contra vários tipo do vírus HPV que pode causar câncer em homens e mulheres. É gratuita e está disponível nos postos de saúde.

O MS alinhou a estratégia de divulgação e mobilização para a campanha de vacinação contra o HPV com o Ministério da Educação, disponibilizando o material informativo sobre as doenças para a Rede Pública de Educação com a finalidade de envolver a participação da escola no processo de adesão aos jovens à vacinação e atingir o objetivo de redução futura do câncer de colo de útero, o 3º tipo de câncer mais comum em mulheres e a 4ª causa de morte por câncer no país.

O desafio da redução das mortes por câncer de colo de útero no Brasil

O MS institui o Programa Nacional de Combate ao Câncer de Colo de Útero, em 1998, e na primeira fase adotou como estratégia a estruturação da rede assistencial e criou um sistema de informações para o monitoramento das ações, além de mecanismos para a mobilização e captação de mulheres.

Em 2011, foi lançado o Plano Nacional de Fortalecimento da Rede de Prevenção, Diagnóstico e Tratamento da Neoplasia. Desde então, o plano prevê investimentos técnico e financeiro para intensificar ações de controle nos estados e municípios. É um grande desafio.

Desde a garantia de acesso irrestrito ao exame de citologia oncótico (Papanicolau) e ao estabelecimento de estratégias de educação e sensibilização das mulheres sobre a importância da adesão ao exame com a frequência determinada pelo profissional de saúde, permeia pela padronização metodológica em coleta e análise e a necessidade de capacitação de profissionais para realizarem o exame, e para a consequente acuidade dos resultados, até a implantação de mecanismos de busca ativa às pacientes com exames alterados nas regiões do país.

Como prevenção, o MS inseriu a estratégia adicional, que terá resultados em uma década, a incorporação da vacina do HPV no calendário vacinal do Sistema Único de Saúde (SUS).

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