Notícias

Mês abril é marcado por debates sobre Doença de Parkinson

shutterstock_113018524-min

Por Maylaine Nierg

O mês de abril é marcado por duas datas importantes no âmbito da conscientização da Doença de Parkinson. Trata-se do Dia Nacional do Parkinsoniano (04 de abril) e do Dia Mundial da Doença de Parkinson (11 de abril). Nesse contexto diversas instituições no Brasil e no mundo aproveitam para relembrar as opções para tratamento e prevenção desse problema, que atinge 6 milhões de pessoas no mundo, dentre as quais 200 mil são brasileiros.

O Parkinson é uma doença degenerativa, crônica e progressiva, que compromete o sistema nervoso central. Embora os sintomas mais conhecidos sejam os tremores e o enriquecimento muscular, a doença também pode afetar outras regiões do organismo como sistema urinário, olfato, intestino e articulações. O público afetado, em sua grande maioria, são idosos a partir dos 60 anos.

Apesar de não ter cura e de se tratar de um problema cujo principal responsável é o envelhecimento, a ciência já apresenta diversas terapias para redução dos efeitos da doença. Além disso, especialistas apontam que hábitos saudáveis ao longo da vida, como alimentação equilibrada e atividades físicas, reduzem as chances de surgimento da doença.

Tratamento

Uma vez que o Parkinson é causado pela queda brusca na produção de dopamina (neurotransmissor que atua no controle dos movimentos), o tratamento é feito à base de medicamentos para reposição dessa substância.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde fornece esses medicamentos por meio das unidades de saúde pública, como clínicas da família, e em farmácias populares.

Além dos medicamentos, o paciente também deve ter acesso a outras alternativas de tratamento, como fisioterapia e acompanhamento com fonoaudiólogo.

Cirurgia

Após quinto ano de tratamento medicamentoso, o efeito dos remédios tende a reduzir. Nesses casos, existe a alternativa de uma cirurgia conhecida como estimulação cerebral profunda (ECP). O procedimento consiste na inserção de uma espécie de marca-passo em determinada região do cérebro, o que irá reduzir as alteração motoras. Essa cirurgia também é oferecida em alguns centros de referência do SUS, mas só pode ser feita por grupo específico como pessoas que já estão com Parkinson há mais de quatro anos, pacientes com intolerância gastrointestinal ao uso de medicamentos e aqueles que apresentam flutuação motora.

A importância do apoio social

Médicos aconselham que parentes e amigos auxiliem os idosos com Parkinson a manterem as atividades físicas e culturais, e que estimulem o relacionamento interpessoal. A solidão e falta de amparo, alinhados ao Parkinson, podem causar depressão e agravamento dos sintomas.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *