Isis Breves

Saúde Coletiva

Por Isis Breves

Maio Amarelo – Campanha de 2019 é “No trânsito, o sentido é a vida”

logo maio amarelo

O mês de maio é dedicado à conscientização da segurança no trânsito em todo mundo. Isso porque em 11 de maio de 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) decretou a Década de Ação para Segurança no Trânsito e assim, o mês de maio se tornou referência mundial para balanço das ações que o mundo inteiro realiza.

Não é à toa que o mundo todo se volta para ações de segurança no trânsito. Segundo um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2009 houve cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Aproximadamente 50 milhões de pessoas sobrevivem com sequelas.

São três mil vidas perdidas nas estradas e ruas ou representa a 9º maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes de jovens de 15 a 29 anos, o segundo na faixa de 05 a 14 anos e o terceiro na faixa de 30 a 44 anos. Diante dessa gravidade, a ONU decretou o Maio Amarelo.

Atualmente, os acidentes de trânsito representam um custo de U$$ 518 bilhões por ano ou um percentual entre 1% e 3% do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país. No Brasil, dados do Ministério da Saúde (MS) apontam que em 06 anos de 2010 a 2016 houve uma redução de 27,4% de mortes em consequência das lesões no trânsito nas capitais brasileiras. Em 2010 foram registrados 7.952 mortes, contra 5.773 mortes em 2016. Em números absolutos representa uma redução de 2,1 mil mortes no período.

Isso porque, a ação de fiscalização da Lei Seca, que completou 10 anos de vigência, impactou diretamente nos hábitos dos brasileiros, já que a lei trouxe um rigor maior na punição e no bolso de quem não cumpre as regras de misturar bebida com direção. Se for beber, não dirija.

A Lei Seca faz parte do Programa Vida no Trânsito do MS. O Programa é realizado desde 2010, em parceria com estados e municípios, desenvolvendo ações para fortalecer políticas de vigilância, prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde. Desde a implantação, já foram investidos mais de R$ 90 milhões.

O Programa envolve a melhoria da qualificação, planejamento, monitoramento, acompanhamento e avaliação das ações com foco em dois fatores de riscos nacionais: associação álcool e direção; e velocidade excessiva e/ou inadequada e outros a níveis locais a depender dos resultados obtidos a partir das análises dos dados.

As ações iniciaram em cinco capitais: Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Palmas (TO) e Teresina (PI) e já apresentou resultados expressivos, reduzindo em pelo menos 20% a taxa de mortalidade por acidentes de trânsito. A partir de 2012, foi implantado nas demais capitais, e em alguns municípios (Guarulhos-SP, Campinas-SP, São Gonçalo-RJ, São José dos Pinhais-PR e Foz do Iguaçu-PR). Hoje está sendo executado em cerca de 40 municípios.

Mas ainda há muito a se fazer: em 2017, os acidentes de trânsitos causaram mais de 35 mil internações ao custo de R$ 48 milhões nas capitais do país e no Distrito Federal (DF). O número é menor do que em 2016, mas ainda é elevado. Em 2016 os acidentes registraram mais de 37 mil internações ao custo de R$ 54 milhões.

Segunda causa de morte entre as causas externas, os acidentes de trânsito têm maior ocorrência entre os homens jovens, com idades entre 20 a 39 anos. As principais vítimas fatais são os motociclistas, seguidos pelos ocupantes de automóveis e pedestres. 

O que é alarmante é que em onze anos, o número de notificações de acidentes de transporte relacionados ao trabalho aumentou quase seis vezes, passando de 2.798 em 2007 para 18.706 em 2016. Os anos de 2016 (18.706) e 2015 (17.327) foram os que apresentaram os maiores números de notificações para um único ano. Na contramão deste aumento, os óbitos, neste caso, caíram 28% no mesmo período, saindo de 1.447 para 1.393, em 2016.

Os trabalhadores em duas rodas (motociclistas) representaram 7,5% dos 118.310 acidentes registrados entre os anos de 2007 e 2016. Já quando falamos em óbitos, os motoristas de caminhão corresponderam a 13,2% das 16.568 mortes computadas no mesmo período. Os dados são dos Sistemas de Informação de Agravo e Notificações (SINAN) e do de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

 A Campanha de 2019 – No trânsito, o sentido é a vida

Este ano, a sexta edição do Maio Amarelo traz o tema “NO TRÂNSITO, O SENTIDO É A VIDA”, aprovado pelo (Contran) Conselho Nacional de Trânsito e recomendado na RESOLUÇÃO Nº 771, DE 28 DE FEVEREIRO DE 2019.

Assim como em 2018, o tema escolhido propõe o envolvimento direto da sociedade nas ações e uma reflexão sobre uma nova forma de encarar a mobilidade. Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por um trânsito mais seguro.

O mote sugerido pelo OBSERVATÓRIO também foi validado pela Associação Nacional de Detrans (AND), que o apresentou durante reunião geral.

De acordo com o OBSERVATÓRIO, os acidentes não acontecem, mas sim são frutos de escolhas inadequadas e arriscadas.

Saiba mais:

Portal Maio Amarelo: https://maioamarelo.com/

Vídeo da Campanha Maio Amarelo: https://www.youtube.com/watch?v=I-flixerLfU&t=19s

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