Dr. Newton Richa

Programa Saúde do Futuro

Por Dr. Newton Richa

Internet das Coisas em Saúde

Giselle Felix
Fisioterapeuta
CREFITO 68828 F

O uso de dispositivos eletrônicos intracorporais ainda soa estranho: sensores ingeríveis, dispositivo intra-ocular implantado, pâncreas artificial, podem parecer ficção científica para alguns, e para outros, a tão esperada solução para uma deficiência de saúde, que lhe traga a esperança de cura.

Mas e quanto às pessoas saudáveis, será que elas irão aderir aos wearables de uso médico? Os wearables, que em português chamamos de vestíveis, serão mais precisos, identificarão mais doenças e se tornarão mais difundidos a cada dia. As tendências do futuro da saúde caminham para essa realidade.

Dessa forma, podemos pensar que o monitoramento se tornará mais passivo, quando vemos as pessoas transformando seu telefone em um dispositivo de monitoramento de glicose, ou usando sensores ópticos em seu banheiro para monitorar o fluxo sanguíneo, ou usando tecnologia sem fio para detecção de frequência cardíaca.

Entretanto, ainda existe resistência ao uso dos wearables por parte de algumas pessoas devido à preocupação com vazamento de dados, exposição, utilização negativa das informações e geolocalização, e isso só piorou depois do escândalo do Facebook.

Como tudo na vida, o uso dessa tecnologia traz vantagens e desvantagens aos usuários, entretanto, ela vem ganhando cada vez mais adeptos e promete se tornar algo essencial como já aconteceu com outras novidades tecnológicas, por exemplo: smarthphones e tabletes que, atualmente, se tornaram indispensáveis no dia a dia de seus usuários.

Seria esse o momento da relação médico-paciente mudar? Vamos à uma reflexão sobre a forma como nos relacionamos com a saúde hoje:

Podemos considerar que nossa cultura em relação à Saúde é reativa, pois:

  1. O consumidor procura serviços de saúde quando se sente mal;
  2. Escolhe através de diferentes opções de atendimento;
  3. Os dados são então capturados para confirmar o diagnóstico.

Quando pensamos em Saúde do futuro, prevemos uma cultura de Saúde proativa:

  1. Os dados de saúde são capturados passivamente por meio de wearables de grau médico
  2. Um provedor, profissional da área da saúde ou médica intervirá se houver uma anomalia;
  3. O provedor já possui dados históricos de biomarcadores relevantes e predisposições genéticas.

As ferramentas digitais mudam nossas expectativas de atendimento ao cliente. Será que vamos eventualmente desejar esse mesmo serviço de saúde que dispomos hoje? As pessoas que trabalham na área da saúde exigirão ferramentas mais comparáveis ​​às que usam em suas vidas pessoais? A entrada de gigantes de tecnologia na Saúde fará com que a experiência do cliente tenha maior prioridade? As empresas de tecnologia têm um Net Promoter Score (NPS) muito mais alto do que alguns dos players existentes no setor de saúde, como as empresas de planos de saúde, pois estão preocupadas em ganhar escala, fenômeno que só é possível através de produtos e serviços exponenciais, fator conhecido dessas empresas. O que todos queremos sem dúvidas, é que essas mudanças venham para melhorar a forma como nos relacionamos com a Saúde, através da possibilidade do empoderamento que a autogestão da nossa própria saúde oferecida pelos wearables nos disponibiliza e da melhoria dos serviços prestados em Saúde aos cidadãos.

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