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Hospital público de São Gonçalo se destaca com Centro de Trauma em nível de primeiro mundo

Com profissionais treinados em locais de referência nos Estados Unidos, o Hospital Estadual AlbertoTorres é a única unidade de saúde pública no Brasil que dispõe de um Centro de Trauma

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Por: Equipe da Redação
redacao@observatoriodesauderj.com.br

Inaugurado em junho de 2013, o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT) oferece estrutura com alto grau de excelência em atendimentos de média e alta complexidade para casos de traumas agudos (politraumatizados), e é referência nesse tipo de atendimento em todo o país. No local são realizados procedimento como tomografias, resfriamento de pessoas queimadas, procedimentos cirúrgicos, entre outros. Desde que foi inaugurado, Centro de Trauma já fez cerca de 11 mil atendimentos. Atualmente, a média é de 300 pacientes atendidos por mês.

Todos os profissionais que atuam no setor receberam treinamento de duas unidades de saúde que são referência nos Estados Unidos: o Centro de Trauma de Baltimore e o Ryder Trauma Center, da Universidade de Miami. Além disso, o hospital também oferece cirurgias plásticas para reparar danos causados por queimaduras de alta complexidade e outras lesões graves.

O Observatório da Saúde conversou com o médico Bruno Costa, que é coordenador da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital Estadual Alberto Torres, e especialista nesse tipo de procedimento em vítimas de queimaduras. Dr. Bruno conta que o sucesso de sua equipe só é possível através da ação em conjunto com o Centro de Trauma, onde os pacientes recebem os primeiros socorros e têm seus quadros de saúde restabelecidos.

“O objetivo do Centro de trauma é ser resolutivo, então o paciente já sai daqui com um quadro bem menos grave do que quando chegou. Estável e operado. A tomografia do Centro de trauma é de última geração. As salas de cirurgias possuem os melhores equipamentos. Essa qualidade é o que viabiliza o nosso trabalho. O Alberto Torres é o único hospital com Centro de Traumas no Brasil”,  Explica Dr. Bruno.

As cirurgias realizadas no local podem ser gravadas e transmitidas em tempo real para os Centros de Trauma de Miami e Baltimore, possibilitando a discussão dos casos com alguns dos melhores especialistas dos EUA.

Serviço de Queimados

O atendimento a queimados é um dos procedimentos mais comuns na unidade. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, o Centro de Trauma realiza em média 650 procedimentos por ano em pacientes vítimas de queimaduras. É nesse espaço que eles recebem os primeiros socorros para posteriormente serem encaminhados para as salas de isolamento, afim de evitar qualquer tipo de infecção.

Dr. Bruno conta que “Os leitos de isolamento são fixos com equipamentos que são reversíveis de acordo com a necessidade do paciente, de modo que ele não precise ficar sendo deslocado de um canto para o outro. Então ele vai estar sempre em uma unidade de tratamento intensivo. O que diferencia é o tipo de equipamento a ser utilizado. Um mesmo espaço pode tanto ser um leito de CTI como também um leito de enfermaria. “

O Hospital Estadual Alberto Torres

O Hospital iniciou suas atividades em dezembro de 1998, mas foi em 2007, após algumas reformulações  que começou a se especializar em atendimentos de alta complexidade.   Juntos, o Hospital Alberto Torres e Centro de Trauma formam um dos maiores complexos hospitalares de urgência e emergência da região metropolitana do Rio de Janeiro, com 214 leitos, sendo 75 de UTI, dentre os quais 11 são infantis e possui média anual de atendimento de 70 mil pessoas.

O diretor do HEAT, Dr. Raphael Riodades, conta que um dos segredos para que crescente número de atendimentos a rotatividade dos leitos é a organização e foco adotados pelos profissionais.

“A gente tem aqui como diferencial, rounds diários de discussão com responsáveis de todos os setores, e a equipe multiprofissional está presente todos os dias para discutir os casos. Isso proporciona maior agilidade no trabalho e ajuda e prevenir imprevistos. Os pacientes possuem um plano terapêutico, que ajuda a prever o seu tempo de permanência no hospital. Se não houver o acompanhamento de todos os processos, o exame agendado para tal dia, acaba sendo adiado por algum problema técnico ou coisa do tipo. Por esses fatores é importante que se tenha os rounds diários e o comprometimento das equipes.”

Dr. Raphael acrescenta ainda que o engajamento da equipe faz toda a diferença. “Temos aqui pessoas comprometidas 24 horas em salvar vidas, gente que acredita e gosta do que faz”. 

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