Histórico

Há cerca de dez anos, uns poucos médicos,  preocupados com a qualidade do atendimento prestado à população, resolveram reunir-se numa associação, a Participação Médica, a fim de procurar contribuir para a melhoria desse atendimento. Quase ao mesmo tempo, em abril de 2007, Luiz Roberto Londres, cardiologista, administrador hospitalar e filósofo, publicou em livro – “Sintomas de uma  época” – um resumo das suas reflexões sobre as modificações gradativamente ocorridas na relação entre médicos e pacientes.

Dizia ele, em resumo, que a medicina no Brasil havia sido invadida por pessoas cujos interesses maiores estavam na obtenção de lucro, mais do que no cuidado com as pessoas. E que a forma de se fazer valer os princípios éticos tradicionais da profissão – marcados pelo humanismo, a generosidade e a solidariedade – iria depender do trabalho de grupos de pessoas interessadas em preservar esses valores e exercitar a cidadania.

E, assim, aquele grupo de médicos, com o apoio do Dr. Londres, foi  agregando novos participantes. Deram-se conta, após muitos encontros e reuniões, da importância de se agregar ao grupo profissionais de outras áreas da saúde ou a ela relacionados e, sobretudo, os próprios pacientes.

Foi nessa hora que um professor da Escola de Comunicações da UFRJ, o professor Sebastião Amoêdo, insistiu em que se criasse uma plataforma digital destinada a analisar em profundidade os problemas da saúde e aberta a todos que dela desejassem participar.

E assim, em 28 de março de 2016, foi criado o Observatório da Saúde. Nele, espera-se reunir os usuários dos serviços de saúde, isto é,  os pacientes, os estudiosos do assunto, os formadores de opinião e todos os que desejem contribuir para a melhoria da saúde da nossa gente.

O Observatório da Saúde procura observar algumas regras gerais de conduta:

1) Absoluta imparcialidade e isenção em relação a partidos e ideologias políticas;
2) Prioridade para a saúde coletiva e apoio ao sistema único de saúde (SUS);
3) Divulgação de iniciativas bem-sucedidas e de avanços relevantes na área da saúde;
4) Colaboração com entidades e instituições que compartilham dos mesmos objetivos.