Notícias

Glaucoma, o ladrão sorrateiro da visão

Uma doença com sintomas pouco visíveis pode roubar a visão. Dia 26 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma

Integrantes da Sociedade Brasileira de Glaucoma e Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma realizam missa na capela do Cristo Redentor (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Integrantes da Sociedade Brasileira de Glaucoma e Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma realizam missa na capela do Cristo Redentor (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Na quarta feira, 25 de maio, os cariocas viram seu monumento mais conhecido ganhar uma nova cor. O Cristo Redentor se iluminou em verde para lembrar a todos que é preciso tomar muito cuidado com uma ameaça à visão: o glaucoma.

– É um ladrão silencioso da visão – esclarece a presidente da ABRAG(Associação Brasileira dos Amigos, Familiares e Portadores de Glaucoma), a advogada Isis Penido. – Ele é assintomático. A pessoa não sente absolutamente nada. Vai perdendo a visão periférica aos poucos, mas se acostuma. Quando percebe que não está enxergando bem, em geral um dos olhos já está muito danificado.

A cor do glaucoma é o verde porque a palavra, em grego, significa esverdeado. Nos estágios mais adiantados da doença cria uma película esverdeada sobre os olhos. Condição incurável, o glaucoma pode ficar estacionado caso seja detectado em estágios iniciais.

– Se houver casos de glaucoma na família, é imperiosa uma visita ao oftalmologista já na adolescência – alerta o especialista Miguel Ângelo Padilha, coordenador do Capítulo de Catarata do Curso de Pós Graduação da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e membro titular da Sociedade Brasileira de Glaucoma . – E, a partir dos 40 anos, manter regularidade nas avaliações.

Simplificando muito, o glaucoma decorre de uma alteração na produção ou na drenagem do humor aquoso, o líquido que banha e nutre as estruturas intraoculares; essa alteração causa danos ao nervo ótico, por um aumento anormal da pressão ocular. O que acontece aí é a perda do campo visual.

– Existem vários tipos de glaucoma – conta Isis. – O congênito faz com que a cegueira chegue muito cedo, como aconteceu com o cantor italiano Andrea Bocelli que ficou irremediavelmente cego aos sete anos. Mas o glaucoma mais comum aparece depois dos 40 anos. Os afrodescendentes, diabéticos e míopes têm mais chance de sofrerem da doença. Há outros fatores de risco, como uso de colírio e sprays para bronquite com cortisona, ou trauma forte.

E há como prevenir? O ideal é manter regulares visitas ao oftalmologista. Os sintomas podem ser muito “sorrateiros”, como diz Miguel Ângelo.

– Eventualmente o glaucoma pode provocar dor de cabeça, em muito semelhante a uma enxaqueca; ou, vez por outra, a presença de halos coloridos em torno de lâmpadas pode ser um aviso da doença. Se o diagnóstico for feito, o tratamento se dá com uso de colírios ou até uso de laser e cirurgia, com implantes de stents ou válvulas.

Fonte: Marina Lemos Gonzaga – 26/05/2016

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *