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Fevereiro Laranja: sua doação pode salvar vidas

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A campanha Fevereiro Laranja, sancionada através da Lei 17.207 de 2019, tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da leucemia. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de 10.800 novos casos todos os anos.

É muito importante esclarecer à população, principalmente durante a campanha, que a doação de medula óssea é um procedimento que pode curar a leucemia e salvar vidas. Para ser doador, é preciso ter entre 18 e 55 anos, não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue, nem apresentar histórico de doença neoplásica, hematológica ou autoimune.

A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos, geralmente de origem desconhecida, que tem como principal característica o acúmulo de células doentes na medula óssea, substituindo as “normais”.

A medula óssea é um tecido encontrado no interior dos ossos. Nela, estão as células que dão origem aos glóbulos brancos (leucócitos), aos glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e às plaquetas. Com a leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma em cancerosa e anormal, não funcionando de forma adequada e multiplicando-se mais rápido que as outras.

Todo esse processo pode provocar uma série de manifestações clínicas, a começar pela baixa imunidade do organismo. A diminuição das plaquetas pode ocasionar sangramentos, sendo os mais comuns na gengiva e no nariz. Também podem surgir manchas ou pontos roxos na pele, além de sintomas como suor noturno, cansaço, dores nos ossos e articulações, febre e gânglios linfáticos inchados (na região do pescoço e das axilas).

Existem mais de 12 tipos da doença. Elas podem ser agrupadas com base na velocidade em que evoluem. Podem ser crônicas, quando se agravam lentamente, ou agudas, quando a piora acontece de forma rápida. Combinando as duas classificações, temos os subtipos da leucemia: linfoide crônica, mieloide crônica, linfoide aguda e mieloide aguda.

A primeira afeta células linfoides, desenvolve-se lentamente e, geralmente, atinge pessoas acima de 55 anos. A segunda atinge células mieloides e, a princípio, também se desenvolve de forma lenta, acometendo principalmente adultos. A leucemia linfoide aguda afeta as células linfoides, assim como sua versão crônica, mas, por outro lado, agrava-se de maneira rápida. Pode atingir adultos, porém a maioria dos casos é registrado em crianças. A mieloide aguda é o subtipo da doença que atinge as células mieloides e evolui rapidamente. Esta atinge tanto adultos quanto crianças.

Diante da suspeita de um quadro da doença, o paciente deve ser encaminhado para um hematologista, que solicitará diversos exames de sangue, sendo o principal deles o hemograma. A confirmação do diagnóstico é feita através de um mielograma, procedimento em que se colhe uma pequena quantidade de sangue do interior do osso para avaliações. Em alguns casos, pode ser necessária também a realização de uma biópsia, na qual se retira um fragmento do osso da bacia, que é enviado para análise.

Os tratamentos indicados para a leucemia dependem do tipo e extensão da doença. Eles visam destruir as células leucêmicas para que o organismo volte a produzir células saudáveis. Para isso, o paciente pode fazer quimioterapia, imunoterapia, radioterapia ou a associação de mais de um tratamento.

É possível ainda realizar um transplante de medula óssea, procedimento cirúrgico que consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por uma saudável, com o objetivo de reconstituir o tecido.

Seja doador! Doar é um ato de amor ao próximo!

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