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Febre amarela cresce sete vezes mais no Rio de Janeiro: Secretaria alerta sobre a importância da vacina

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Por: Equipe da Redação
redacaoobservatorio@gmail.com

Os dados da febre amarela no Rio de Janeiro estão se mostrando cada vez mais preocupantes. De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio (SES-RJ) no dia 4, entre janeiro e abril de 2018, já foram registradas 197 ocorrências, com 72 mortes. No ano passado, foram identificados 26 casos ao longo de todo o ano, com 9 óbitos. Isso significa que a incidência da doença esse ano já é cerca de sete vezes maior que em 2017.

Se por um lado, a febre amarela avançou, por outro, a abordagem do assunto nos meios de comunicação reduziu significativamente. O que, segundo especialistas, dificulta a aderência da população à vacina para prevenção da doença.

O alerta é para todo o Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde a vacina é a principal forma de prevenção. A SES-RJ, solicitou ao governo que todos os 92 municípios do Rio de Janeiro sejam incluídos na área de recomendação vacinal. Em março deste ano, o MS decidiu ampliar a vacina para todo o país inteiro.

Quem deve se vacinar

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Rio, a vacina é recomendada para pessoas a partir dos nove meses de idade, que ainda não tenham recebido nenhuma dose da imunização.

Algumas pessoas, porém, devem passar por avaliação médica antes de se vacinar. Entre elas:  indivíduos com mais de 60 anos de idade, gestantes, mulheres que estejam amamentando e pessoas em condições clínica especiais. (colocar hiperlink nessa frase em vermelho que leva pra página que detalha esse grupo especial http://www.febreamarelarj.com.br/site/arq/Pessoas-em-condicoes-clinicas-especiais.pdf )

Contra-indicações

Ainda de acordo com a SES, A imunização contra febre amarela não é indicada para: bebês com menos de nove meses, pessoas com imunodeficiência grave causada pelo uso de medicamentos, pessoas que estejam se submetendo a quimioterapia ou radioterapia, transplantados de órgão sólidos, pessoas portadoras ou com história pregressa de doenças do timo, lúpus,  doença de Addison e artrite reumatoide.

Um Alerta

Uma das grandes preocupações das autoridades é impedir que a febre progrida para o modo urbano, que é quando o vírus é transmitido pelo mosquito aedes aegypti, e as chances de se alastrar são ainda maiores. No momento, a doença ainda está no modo silvestre, transmitidas pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem nas matas (ou parques com matas) e na beira dos rios.

A prevenção ao modo urbano da doença envolve o combate ao aegypti, que também é transmissor de outras doenças graves como dengue, zika e Chikungunya.

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