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Fazer atividades físicas ajuda no combate ao Alzheimer

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A atividade física ajuda a regular as substâncias no cérebro que são responsáveis pela sensação de bem-estar. Uma nova pesquisa liderada por brasileiros da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostra que a isirina – um hormônio produzido durante exercícios físicos – pode ser uma arma eficaz para reverter os efeitos do Alzheimer, uma doença neurodegenerativa que não tem cura e leva ao comprometimento progressivo das atividades e a uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais. Testes com camundongos mostraram que a irisina melhora a comunicação entre os neurônios, preservando as sinapses.

O hormônio também impede que toxinas responsáveis pelas alterações neurodegenerativas, que levam ao desenvolvimento da doença, se liguem aos neurônios. Um estudo realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) descobriu que a irisina promove alterações químicas dentro dos neurônios que protegem o cérebro contra a perda da capacidade de armazenar informações e, também, ajuda a restaurar a memória perdida com o avanço da doença.

 A pesquisa liderada por Fernanda De Felice e Sérgio Ferreira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conta com a participação de outras instituições brasileiras, além de cientistas do Canadá e Estados Unidos. Os achados foram publicados no periódico científico Nature Medicine.

Desde a descoberta da irisina em 2012, por um grupo de pesquisa dos Estados Unidos, diversos estudos vêm sendo desenvolvidos com o objetivo de compreender o efeito do hormônio sobre as alterações metabólicas que ocorrem no diabetes tipo 2 e na obesidade. No entanto, seus efeitos no cérebro não haviam sido explorados.

 O grupo de pesquisa responsável pelas recentes descobertas vem tentando compreender os mecanismos envolvidos no desenvolvimento do Alzheimer há mais de dez anos. “Nosso interesse em pesquisar o funcionamento da irisina surgiu a partir do conhecimento prévio relacionando diabetes e Alzheimer. Dessa forma, nos perguntamos se a irisina, atuando como um mensageiro químico da atividade física poderia exercer algum efeito benéfico nas alterações de memória que são observadas na doença de Alzheimer”, explicou Rudimar Luiz Frozza, um dos autores do estudo e um dos responsáveis pelo desenvolvimento do protocolo de exercício físico dos animais, criado com o objetivo de induzir a produção de irisina. 

Inicialmente, os pesquisadores descobriram que os níveis de irisina estão diminuídos no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer. Para tentar entender os efeitos do hormônio sobre o funcionamento dos neurônios e alterações da memória, eles utilizaram como modelos experimentais camundongos geneticamente modificados para desenvolver sintomas semelhantes aos do Alzheimer.

 O protocolo consistia em sessões de nado, de uma hora por dia, cinco dias por semana, durante cinco semanas. A reposição do hormônio também foi feita através da administração de doses manipuladas em laboratório, bem como pela injeção de um vírus que aumenta sua produção. Os animais foram avaliados por meio de testes amplamente utilizados em pesquisas sobre memória e aprendizado. 

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