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Excesso da chamada “luz azul” é prejudicial à visão

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Por Fernanda Machado (estagiária)*

 

Novos estudos, sobretudo no campo da Oftalmologia, mostram os efeitos prejudiciais da luz azul, que irradia do sol, de LEDs, celulares, tablets, televisores e computadores. A luz que penetra o olho humano é dividida em luz visível, incluindo comprimentos de onda de 380 a 780 nm, e luz não visível, que inclui luz no alcance ultravioleta (luz UV) e alcance infravermelho (luz IR).

O excesso de luzes nessas faixas pode provocar inflamação dolorosa da conjuntiva e da córnea, causar lesões no cristalino do olho (com o aparecimento de catarata, por exemplo) e, principalmente, na retina, desencadeando o desenvolvimento de degeneração macular. Além disso, a luz azul prejudica a qualidade do sono. Isso acontece porque, ao ser absorvida pela retina, ela estimula o cérebro a ficar alerta e limita a produção de melatonina, hormônio que induz o descanso.

A King’s College de Londres e a Universidade de Haifa, em estudos realizados em 2018, comprovaram que o sono ruim causado por essa exposição desencadeia uma série de problemas, como mau humor, cansaço, depressão e, a longo prazo, diabetes e obesidade.

Pesquisadores da Universidade de Toledo, nos Estados Unidos, apontaram a consequência mais preocupante. Em uma publicação na revista Nature, eles declararam que o espectro de luz azul-violeta é potencialmente tóxico às células fotorreceptoras de retina. Isto é, a longo prazo, pode causar cegueira.

Portanto, proteger-se da luz azul é bom para a saúde dos olhos, mas a ausência total dela pode ter consequências desagradáveis, pois, em quantidade moderada, a luz azul emitida pelo sol (azul turquesa) é importante para regular os ciclos de sono e vigília, fazendo com que o organismo entenda quando deve ficar desperto e quando é a hora de dormir.

A pandemia do novo coronavírus obrigou grande parte da população mundial a ficar de quarentena em casa. Isso fez com que a exposição a telas de TV, celulares, tablets, computadores e outros eletrônicos aumentasse, seja por causa do home office ou homeschooling, que exigem horas em frente ao computador, ou pelo lazer de navegar pelas redes sociais e assistir séries e filmes.

É aconselhável estar atento à quantidade de horas de exposição às telas, já que, além da luz azul, o contato prolongado dos olhos com os aparelhos digitais provoca fadiga ocular.

Táticas para evitar os riscos de passar tempo demais de frente para telas:

 

  • Fazer pequenas pausas durante o dia;
  • Ajustar os aparelhos no modo noturno: luzes em tons mais quentes trazem mais conforto para a visão;
  • Utilizar óculos que filtrem a luz azul: por causas de suas lentes amarelas ou laranjas, esteticamente eles não são bonitos, mas são muito eficientes para bloquear a luz nociva;
  • Interromper o uso de aparelhos eletrônicos até 2 horas antes de dormir;
  • Dar preferência a luzes amarelas quentes ou avermelhadas para iluminar a casa à noite.

 

*Sob a supervisão de Juliana Temporal

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