Notícias

Esclerose Múltipla: informação gera apoio social

AAT0-1-P001-282266-1-m-Shutterstock-Images
Por Maylaine Nierg
redacaoobservatorio@gmail.com

Mais de 2,3 milhões de pessoas no mundo sofrem com Esclerose Múltipla (EM), segundo dados da Organização Mundial da Saúde. Somente no Brasil, são cerca de 40 mil casos. Dentre esse grupo, a grande maioria são mulheres à partir dos 20 anos de idade. Trata-se de uma doença neurológica e crônica, que afeta o sistema nervoso central (encéfalo e medula). Esse sistema é responsável por locomoção, memória e raciocínio.

No dia 30 de agosto, diversas entidades brasileiras de mobilizaram em prol do Dia Nacional de Conscientização da Esclerose Múltipla. O objetivo da campanha de fomentar informações sobre o assunto, a fim de apoiar pacientes com esse problema. 

De acordo com dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, a EM não tem cura, e pode se manifestar a partir de sintomas como fadiga intensa, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga, além de tonturas e desequilíbrio. 

Mas em muitos casos, a doença permanece sem apresentar sintomas por meses e até anos. E esses sintomas podem também surgir por um determinado período de dias e depois desaparecer, o que tende a confundir o diagnóstico. Por isso, é importante considerar os pequenos sinais, e realizar exames de rotina. Quanto antes é iniciado o tratamento, maiores são as chances de limitar o progresso da doença, diminuindo riscos de sequelas neurológicas. 

Tratamento

Geralmente, o tratamento é feito à base de medicamentos conhecidos como imunomoduladores e imunossupressores. Em algumas situações, é indicado o transplante de células tronco hematopoiéticas. 

Outra opção para tornar mais eficaz o tratamento é a reabilitação por meio de exercícios específicos, realizados o acompanhamento de um especialista. A fadiga no paciente com EM, por exemplo, é um sintoma que surge em decorrência do descontrole da pressão arterial, e pode ser revertida com o auxílio da reabilitação autonômica, em conjunto com atividades físicas. 

Como a EM se desenvolve

O sistema imunológico de portador de EM funciona de forma contrária ao que seria considerado normal. Nesses casos, as células responsáveis por proteger as defesas do organismo passam a atacá-lo, gerando inflamações. Esse quadro afeta  região conhecida como mielina, que quando lesionada afeta as funções do cérebro, cerebelo, tronco encefálico e medula espinhal. 

Nos primeiros anos, a doença é marcada por surtos não permanentes que podem durar hora ou dias, e envolvem sintomas como náuseas, tontura, vômitos e desequilíbrio motor. Após os primeiro 10 anos, esses surtos se tornam mais permanentes, podendo deixar sequelas. 

Apoio ao portador da esclerose múltipla

É importante lembrar que um dos fatores para auxiliar o paciente com Esclerose Múltipla é o apoio emocional. 

De acordo com a organização Amigos Múltiplos pela Esclerose (colocar hiperlink do portal: https://amigosmultiplos.org.br/noticia/4-passos-para-ajudar-alguem-que-voce-ama-viver-com-em/), entre as principais dicas para fornecer esse apoio estão: procurar informar-se mais sobre a EM; acompanhar sempre que possível a evolução do quadro do amigo ou parente portador da doença; ajudar o paciente na manutenção de relacionamento, incentivando-o a manter uma vida social e ajudá-lo a fazer planos para o futuro. 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *