Isis Breves

Saúde Coletiva

Por Isis Breves

Dois casos confirmados de Leishmaniose no Rio

transmissor da leishmaniose

Em fevereiro, um menino de apenas 03 anos faleceu de leishmaniose, no Morro Camarista no Méier, zona norte do Rio. Neste início de março, a irmão de 02 anos desse menino, também foi diagnosticada com a doença e segue em tratamento. Dois casos confirmados de leishmaniose em uma única família. Casos preocupantes para a saúde pública. Por isso, o tema desta semana da Coluna Saúde Coletiva é a Leishmaniose. Mas afinal, o que é leishmaniose?

A leishmaniose é uma doença infecciosa causada pelo protozoário parasitário do gênero Leishmania, a qual é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos. Esse inseto é popularmente conhecido como mosquito de palha ou asa branca.  É uma doença negligenciada e há duas formas da doença: a Leishmaniose Visceral (LV) que costuma ser fatal e a Leishmaniose Cutânea (LC) que causa lesões na pele.

Os casos confirmados no Morro Camarista do Méier foram da Leishmaniose Visceral, a forma mais grave da doença. Os quais os sintomas são febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.

Já a Leishmaniose Cutânea aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

O diagnóstico da leishmaniose é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais e, assim como o tratamento com medicamentos, deve ser cuidadosamente acompanhado por profissionais de saúde. Sua detecção e tratamento precoce devem ser prioritários, pois ela pode levar à morte.

Importante ressaltar que na ocorrência de um caso suspeito de leishmaniose visceral, conforme Portaria MS/Nº 204, de 17 de fevereiro de 2016, as vigilâncias epidemiológicas municipais devem ser notificadas da suspeita inicial e a notificação ao SINAN deve ser feita em bases semanais.

Em caso de suspeição da doença, amostras podem ser coletadas e os exames solicitados podem ser cadastrados no GAL e enviados ao Laboratório Central de Saúde Pública do Estado (LACEN/RJ – Noel Nutels). Contatos do LACEN/RJ: Telefones (21) 2332-8597/8606 e e-mail: dgnnutels@saude.rj.gov.br.

Uma medida de controle da doença é o monitoramento de cães, suspeitos com a doença. Já que o animal pode ser um hospedeiro do parasito. Assim, cães emagrecidos, com grandes garras, pouco ativos, podem estar doentes de leishmaniose visceral. Os animais devem ser levados a um veterinário ou seus donos devem ser orientados a procurar o serviço municipal de zoonoses. Casos caninos devem ser notificados à Vigilância Ambiental para que as medidas necessárias sejam tomadas.  A vigilância entomológica deve ser implementada nos municípios. No caso de confirmação da doença no animal, o mesmo deve ser sacrificado como medida de controle da zoonose.

Saiba mais em: http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/leishmaniose-visceral  

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