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Doenças crônicas: mais de 40% da população apresenta o quadro

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Por Equipe da Redação
redacaoobservatorio@gmail.com

Doenças crônicas são aquelas de longas duração e que vão evoluindo de forma lenta, assim definido pela Organização Mundial de Saúde. Dados de 2013 da Pesquisa Nacional de Saúde, mostram que 40% da população adulta, ou seja, quase 60 milhões de brasileiros, é acometido por alguma doença crônica.

Mas “antes de falar em doenças precisamos falar em saúde. Saúde é um bem-estar físico, mental e social. O corpo humano é a estrutura mais complexa dos seres vivos. Inúmeros fatores influem para tudo funcionar bem”, afirma o médico Ângelo de Souza,especialista em Medicina do Trabalho pela UERJ, Administração Hospitalar pela UERJ e Defesa Química Biológica Radiológica e Nuclear pelo Exército Brasileiro, além de membro do Observatório da Saúde e atuante em emergências médicas e medicina ocupacional. 

 Ângelo explica que, algumas vezes, fatores externos integram e atingem nossa saúde e nos fazem ficar doentes. “Outras vezes a maneira como somos construídos ou estruturados nos fazem adoecer. Os dois sistemas agem em conjunto mas as doenças crônicas é mais comum esse último fator”, completa.

As doenças crônicas são aquelas que não conseguimos cura-las, apenas minora-las e aí conviveremos com elas até que outro fator ou ela própria nos mate, e as mais comuns são as doenças cardiovasculares, câncer, doença autoimune e consequências de algum trauma.

As doenças crônicas podem ser congênitas, quando já nascemos com ela ou são adquiridas nos primeiros meses de vida, ou não congênitas, quando adquiridas ao longo da vida, com raras possibilidades de cura. Segundo o especialista, “normalmente são adquiridas com o passar do tempo em que os sistemas orgânicos de nossos corpos começam a falhar, e essas podem aparecer bem cedo”.

Além disso, as doenças crônicas podem ser transmissíveis ou não.

Exemplos de transmissíveis:

– Aids
– Tuberculose
– Hepatite B
– Hepatite C

Exemplos de não transmissíveis:

– Asma
– Diabetes
– Hipertensão Arterial
– Câncer
– Bronquite
– Alzheimer

Tanto para as doenças crônicas transmissíveis quanto para as não transmissíveis, a palavra-chave é prevenção. Hábitos alimentares saudáveis, práticas de exercícios, visitas regulares ao médico para uma medicina preventiva são essenciais para manter a saúde e a chances de adquirir doenças mais baixas. Mas há outras formas, como a vacinação, no caso da Hepatite, protegendo-se, como a Aids. Evitar o excesso do consumo de álcool, não fumar e reduzir o estresse também ajudam a prevenir as doenças crônicas.

O médico explica que o estilo de vida é essencial: “ter uma vida saudável, alimentar-se bem, evitar o estresse excessivo, ter amizades boas e duradouras, praticar esportes, ler, estudar e evitar procedimentos arriscados são algumas atitudes que devemos tomar”.

Mas uma vez que a doença comece a se desenvolver, o que fazer? Quanto mais cedo for o diagnóstico, mais fácil será o tratamento e menos afetará a saúde do paciente. Por isso, o acompanhamento de profissionais especializados é muito importante, assim como mudar o estilo de vida. Como finaliza Ângelo: “ter um médico e não ir, somente quando está doente. Para todas as doenças e mesmo uma vida saudável devemos manter o corpo bem física, mental e socialmente. Vivemos em comunidade, o médico é o nosso consultor de saúde para prevenir e mesmo controlar, devemos ouvi-lo”.

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