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Diabetes na infância

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Por Equipe da Redação
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Os primeiros anos de vida são responsáveis por grande parte do desenvolvimento e aprendizagem que farão a diferença ao longo de toda a vida. Manter hábitos saudáveis desde os primeiros meses, como alimentação balanceada e, mais tarde, prática de atividades físicas, pode ser determinante quando o assunto é saúde, auxiliando na prevenção de problemas como o diabetes. A doença pode surgir já na infância e é preciso ter atenção aos sinais dados pelas crianças.

O diabetes pode se apresentar de várias formas, entre elas estão o tipo 1 e o tipo 2, sendo o primeiro o mais frequente entre crianças e adolescentes e uma das doenças crônicas mais comuns nessa fase. Nesse caso, o pâncreas não produz insulina, pois o corpo passa a atacar as células responsáveis por essa produção. Como resultado, a glicose, que deveria ser usada para gerar energia para o corpo, permanece no sangue.

Parte das crianças não apresentam sinais característicos da doença. Ainda assim, dar atenção ao comportamento fora do comum e aos sintomas relatados é o primeiro passo para desconfiar de que há algo de errado, especialmente quando existem fatores de risco, como obesidade e sedentarismo. Os principais sinais são: sede em excesso, idas frequentes ao banheiro, em consequência da maior ingestão de líquidos, e perda de peso sem motivo aparente. Algumas crianças voltam a apresentar enurese noturna (o famoso “xixi” na cama) ou mesmo se levantam para beber água repetidas vezes durante a noite. Sempre que qualquer sintoma do tipo for notado, é importante consultar um endocrinologista pediatra o quanto antes.

Diagnosticada a doença, manter uma rotina de cuidados é essencial para manter os índices glicêmicos sob controle e evitar maiores problemas no futuro. Embora sejam pouco frequentes durante a infância, as complicações do diabetes podem envolver o sistema cardiovascular, rins, olhos, entre outros. Nesses casos, o tempo pode ser um agravante, pois quem convive com diabetes há mais anos tem mais chances de desenvolver alguma complicação. A retinopatia diabética, por exemplo, que pode levar à cegueira irreversível, atinge mais de 75% das pessoas que convivem com a doença há mais de 20 anos.

A rotina de tratamento envolve diversos aspectos, como alimentação adequada e suficiente, planejada a partir de um acompanhamento nutricional, prática regular de atividades físicas, acompanhamento médico com diversas especialidades e avaliação das taxas glicêmicas. Essas medidas fazem toda a diferença no momento de proporcionar uma vida saudável e com qualidade para os pequenos.

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