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Diabetes: entenda a importância do novembro azul para o diagnóstico da doença

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Por: Equipe da Redação

O Novembro  Azul é uma campanha para conscientizar a população e que pode fazer a diferença no diagnóstico precoce de doenças silenciosas, como o diabetes e o câncer de próstata, que podem se tornar irreversível se o diagnóstico for tardio e os sintomas já estiverem em estágio avançado. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, atualmente há mais de 13 milhões de pessoas vivendo com diabetes, o que representa 6,9% da população brasileira, e esse número está crescendo cada vez mais. Em alguns casos, a demora do diagnóstico favorece o aparecimento de complicações.

Tipos de diabetes

Os tipos de diabetes podem variar de acordo com a gravidade dos sintomas. O diabetes tipo 1, que tem quadro clinico mais típico, tem como sintomas a sede, diurese e fome excessivas, emagrecimento, cansaço e fraqueza. Se o paciente não receber tratamento adequado, o quadro pode evoluir com desidratação intensa, dificuldades respiratórias, náuseas e vômitos podendo até mesmo levar ao óbito.

 Já o diabetes tipo 2 pode permanecer assintomático por muito tempo. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas – sede, aumento da diurese, alterações visuais e outros – podem demorar vários anos até se manifestarem. Se não reconhecido e tratado a tempo, também pode evoluir para um quadro grave de desidratação e coma.

Fator de risco

Os fatores de risco variam dependendo do tipo de diabetes que o paciente adquire. O tipo 1 está relacionado com a associação de herança genética e, do tipo 2, mais comum na população geral (90% dos casos), são observados em indivíduos acima dos 45 anos e também parte da população que apresenta sedentarismo, diagnóstico prévio de pré-diabetes (glicemia de jejum ou tolerância a glicose alterados), pressão e colesterol altos.

Segundo a endocrinologista e diretora da Sociedade Brasileira de Diabetes, Cynthia Valério, o diagnóstico precoce do diabetes é muito importante não só para prevenção das complicações agudas, mas também para a prevenção de complicações crônicas. “A melhor maneira de prevenir é realizando o rastreamento periódico, com exames de sangue, conforme indicação médica, e controlando os possíveis fatores de risco para o aparecimento da doença”, afirma a médica.

Tratamento

Cynthia afirma que o foco do tratamento é sempre o controle dos níveis de glicose no sangue. “Além das medicações, recomenda-se seguir uma dieta especial, com ajustes na quantidade de calorias e de glicose e a prática de atividades físicas, para que haja melhor captação de açúcar no sangue, assim como maior sensibilidade do organismo à insulina”, completa a endocrinologista.  

No tratamento do diabetes tipo 1, utiliza-se a insulina sintética, aplicada em múltiplas injeções, pois neste tipo de diabetes, o pâncreas não consegue produzir este hormônio. Já no diabetes tipo 2, é possível utilizar diferentes tipos de antidiabéticos orais ou injetáveis que podem ser combinados, como forma de diminuir as taxas de glicose no sangue.

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