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Dia Nacional do Teste do Pezinho: entenda a importância do exame para a saúde do bebê

Pezinho
Por: Equipe da Redação
redacaoobservatorio@gmail.com

Atualmente no Brasil, existem 4 tipos de exames que são feitos logo após os primeiros dias de vida, visando garantir um desenvolvimento saudável para os bebês. No entanto, a Triagem Neonatal é considerada a mais importante, pois ela permite identificar e prevenir até 150 tipos diferentes de disfunções – quando há histórico família-, e dessa forma, promover o tratamento precoce para cada tipo de doença. Pensando em lembrar os pais e a família sobre a importância de se realizar o exame de prevenção, o Ministério da Saúde instituiu a data de hoje (06/06), para comemorar o dia Nacional do teste do pezinho.

A triagem Neonatal, também conhecida como Teste do Pezinho, serve para fazer o diagnóstico precoce de doenças metabólicas, infecciosas, congênitas e/ou genéticas. Com apenas 3 gotinhas de sangue retiradas do calcanhar do bebê, é possível identificar e evitar inúmeras complicações de saúde, além de ajudar na redução da morbimortalidade provocada pelas patologias triadas.

Segundo o médico Acyr Gonçalo, membro do Conselho do Observatório da Saúde e Cirurgião Pediatra, é de extrema importância realizar esse tipo de exame preventivo antes do aparecimento dos sintomas, possibilitando iniciar o tratamento e proporcionar uma maior qualidade de vida a esses pacientes.

“É importante fazer a Triagem Neonatal para detectar as doenças dos bebês quando nascem. Normalmente essas doenças aparecem mais tarde e quando vai ver o estágio já está complicado. Por isso o exame é indicado, pois ele detecta precocemente os sintomas, antes que apareça a manifestação da doença. Então não espera aparecer à doença, algumas delas são incuráveis, mas são tratáveis”. 

O teste na rede pública como exame de triagem preliminar pesquisa até 6 doenças: Hipotireoidismo Congênito, Fenilcetonúria, Fibrose Cística (Mucoviscidose), Hiperplasia Adrenal Congênita, Anemia Falciforme e Deficiência de Biotinidase. Além disso, laboratórios privados oferecem exames expandidos, que podem identificar até 46 enfermidades, entre elas estão o Distúrbio da Beta Oxidação dos Ácidos Graxos e o Distúrbio dos Ácidos Orgânicos.

O procedimento é considerado simples e precisa ser feito entre o 3º e 5º dia após o nascimento do recém-nascido. Para realizar o exame, é indicado que a criança tenha em média 48 horas de vida e esteja devidamente amamentada.

Entretanto, bebês prematuros e que receberam transfusão de sangue devem ser adiados.

O Serviço de Referência em Triagem Neonatal é encontrado em todas as maternidades e unidades de saúde de todos os estados do País – exceto São Paulo-, e é composto por médicos especialistas e uma equipe multidisciplinar que atende todas as crianças diagnosticadas com as doenças antes do aparecimento dos sintomas. 

Programa Nacional de Triagem Neonatal

Em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), com o objetivo de ampliar a gama e patologias triadas, bem como a cobertura de 100% dos nascidos e definir uma abordagem mais ampla da questão. Além disso, o projeto visa determinar as etapas do processo de Triagem Neonatal, que consiste na realização do exame laboratorial, na busca ativa dos casos suspeitos, na confirmação diagnóstica, no tratamento e no acompanhamento multidisciplinar especializado dos pacientes.

Após a coleta do sangue do bebê, o PNTN é responsável por identificar entre a população de crianças avaliadas, aquelas que têm risco potencial para apresentar algumas dessas patologias. A partir do exame suspeito, o laboratório convoca essa criança através da chamada “busca ativa”, para fazer uma recoleta ou já passar por uma consulta médica. Neste caso, o próprio serviço procura o paciente para dar continuidade ao atendimento.

O médico lembra que é fundamental que as mamães façam o contato inicial através da unidade de saúde, preenchendo corretamente a ficha com todos os dados pessoais (endereço/ telefone), para posteriormente, em caso do teste detectar alguma enfermidade, os profissionais que trabalham nesse laboratório possam se comunicar com a família do bebê.

Toda maternidade, seja ela pública ou privada, é obrigada a realizar o teste do pezinho. Ao sair do hospital, a família tem o direito de saber se o sangue foi para a avaliação ou o local de realização do exame caso não tenha feito durante a internação. Os pais devem acompanhar o resultado e caso a entrega do mesmo passe do prazo, que é estabelecido em até 10/15 dias, os responsáveis devem cobrar, e inclusive, denunciar se houver negligência por parte da entidade.

Fontes:
http://www.blog.saude.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53370&catid=578&Itemid=50221
https://minutosaudavel.com.br/teste-do-pezinho-o-que-e-quando-fazer-e-doencas-detectaveis/

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