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Dia Mundial de Conscientização da Psoríase

Além da mobilização mundial, há também uma campanha de conscientização nacional sobre a doença no mês de outubro, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

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Por Rafael Laet
redacaoobservatorio@gmail.com

O Dia Mundial de Conscientização da Psoríase – 29 de outubro – foi criado com o objetivo de promover informação sobre a doença, que ainda é vista de forma equivocada por muitas pessoas, o que induz ao preconceito.

Em paralelo à campanha, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove em outubro o mês de conscientização da psoríase. O objetivo da SBD é mostrar que a psoríase tem controle, e que não pode se alvo de discriminação social.

Em 2016, a doença foi classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma mazela inflamatória crônica, agravante e não transmissível. A doença também tem cunho incurável, porém tratável.

O médico Ângelo Raimundo, membro do Conselho do Observatório da Saúde, falou à redação sobre o tema.

“A sociedade dermatológica afirma que a principal causa da psoríase seria uma predisposição genética à problemas no sistema imunológico. Estes problemas geram o mau funcionamento das células responsáveis pelas reações inflamatórias, e após os sintomas da psoríase se seguem. Mesmo assim hoje em dia já temos diversos métodos de tratamento e apaziguamento dos sintomas desta doença. Muitos deles disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde.”

Os seus principais sintomas variam de paciente para paciente, mas podem incluir:

  • Manchas vermelhas arredondadas e descamação.
  • Pele ressecada ou rachada.
  • Coceira intensa e dor.
  • Inchaço e rigidez nas articulações.

Estes sintomas são cíclicos, ou seja, aparecem e desaparecem periodicamente. As principais regiões afetadas são joelhos, cotovelos, unhas, pés e couro cabeludo, mas podem atingir o corpo todo.

Nos casos mais brandos especialistas indicam o tratamento tópico, onde cremes e pomadas são utilizados; ou a fototerapia, no qual a pele é exposta a luz ultravioleta a fim de conter as lesões.

Já nos casos mais graves, ou quando a terapia padrão não surte efeito é utilizado tratamento a partir de medicamentos biológicos imunomoduladores. Estes remédios modernos afetam diretamente as células Fatores de Necrose Tumoral Alfa (TNF-A). Estas células são responsáveis por reações inflamatórias no corpo do paciente que podem desencadear sintomas mais graves.

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