Isis Breves

Saúde Coletiva

Por Isis Breves

Dia Mundial da Tuberculose

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Nesse próximo domingo, dia 24 de março é do Dia Mundial da Tuberculose (TB). Uma data criada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientização e combate da doença que em 2016 foi considerada pela Organização a doença infecciosa que mais mata no mundo.

A Tuberculose é um grave problema de saúde pública global e estima-se que 25% da população mundial esteja infectada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. No Brasil, os dados não são animadores, em 2017 foram notificados 69.569 casos novos da doença, resultando um coeficiente de incidência de 33,5 casos para cada 100 mil habitantes. Em 2016, foram registradas 4.426 mortes por tuberculose no país, O que significa que a cada 100 mil cidadãos brasileiros, mais de dois morreram por TB.

Para se ter ideia da gravidade, em 2014 a OMS lançou a Estratégia Global pela Fim da Tuberculose com o objetivo de reduzir as mortes e incidências para  menos de 10 casos por 100 mil habitantes e o coeficiente de mortalidade para menos de um óbito por cada 100 mil habitantes até o ano de 2035.

O Brasil configura um dos países com maior índice da doença e na região das Américas é o país com maior número de casos novos. Em números, a região das Américas representa 3% da carga mundial da TB, com 268 mil casos novos estimados, dos quais o Brasil representa 33% desses casos, seguido de 14% no Peru, 9% no México e 8% no Haiti.

Apesar de o diagnóstico e o tratamento da infecção estar disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), o enfrentamento da doença no Brasil é um desafio.  O Ministério da Saúde (MS) lançou em 2017 o Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública e, em consonância com a Estratégia Global, estabeleceu metas para a  redução do coeficiente de incidência para menos de dez casos novos por cada 100 mil habitantes, e do coeficiente de mortalidade para menos de um óbito por cada 100 mil habitantes, até 2035.

O plano serve de subsídio para o planejamento das ações que permitam a melhoria dos indicadores de tuberculose nos municípios brasileiros. Para isso, os programas de tuberculose, em todas as esferas, precisarão envolver os diferentes setores nas ações de controle da tuberculose no Brasil. Caberá aos atores envolvidos – Ministério da Saúde, Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais, academia, sociedade civil organizada e todos os demais setores chave – buscar estratégias que fortaleçam o acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento da tuberculose, resultando na diminuição da incidência e do número de mortes pela doença no País. As premissas das ações deverão estar pautadas nos seguintes pilares:

1 – Prevenção e cuidado integrado centrados na pessoa com tuberculose

2 – Políticas arrojadas e sistema de apoio

3 – Intensificações da pesquisa e inovação

Cada um desses pilares contempla objetivos e estratégias apoiam e direcionam atividades a serem desenvolvidas para o alcance das metas supracitadas. Ao considerar as diferenças regionais do país, sua situação socioeconômica, epidemiológica e capacidade operacional diversa em relação à TB.

Conheça como se transmite a doença, os sinais e sintomas:

Transmissão: A transmissão da tuberculose é direta, de pessoa a pessoa, portanto, a aglomeração de pessoas é o principal fator de transmissão. A pessoa com tuberculose expele, ao falar, espirrar ou tossir, pequenas gotas de saliva que contêm o agente infeccioso, que é aspirado por outra pessoa.

Sinais e sintomas: Os sinais e sintomas mais frequentes são:

  • Tosse, com ou sem secreção, que pode ser espessa
  • Cansaço excessivo
  • Falta de ar
  • Febre baixa, mais comum à tarde
  • Sudorese noturna
  • Falta de apetite
  • Perda de peso
  • Rouquidão

Os casos graves de tuberculose apresentam:

  • Falta de ar limitante
  • Expectoração de grande quantidade de sangue
  • Colapso do pulmão
  • Acúmulo de pus na pleura (membrana que reveste o pulmão)
  • Dor no peito

Saiba mais:

Assista o vídeo sobre a TB : https://youtu.be/EQfcAvRrQ4I

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