Isis Breves

Saúde Coletiva

Por Isis Breves

Dia Mundial da Sepse – Pare a sepse, salve vidas!

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Dia 13 de setembro é o Dia Mundial da Sepse. Mas, você sabe o que é Sepse? Conhecida popularmente como infecção generalizada ou septicemia, a Sepse é uma inflamação generalizada do próprio organismo contra uma infecção que pode ser localizada em qualquer órgão. Essa inflamação pode levar a parada de funcionamento de um ou mais órgãos, com risco de morte quando não descoberta e tratada rapidamente.

Não é a toa que há ações no mundo inteiro para conscientização da sepse, através do dia 13 de setembro. A sepse é a principal causa de mortes nas unidades de terapia intensiva (UTI). A sepse mata mais do que o infarto do miocárdio e do que alguns tipos de câncer. O Brasil tem uma das mais altas taxas de mortalidade do mundo pela sepse. Estima-se que 400 mil novos casos são diagnosticados por ano e 240 mil pessoas morrem anualmente.

Segundo dados divulgados pela Instituto  Latino Americano de Sepse (ILAS) a maioria dos casos são de pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência e a letalidade por sepse de pacientes provenientes desses serviços de instituições públicas brasileiras é de 51.7%.

A identificação rápida da doença e o tratamento adequado são o diferencial para a sobrevida e, para isso, é necessário que as equipes da emergência e pronto-atendimento estejam devidamente treinadas para a identificação precoce através de sinais de alerta. Mas quais são os sinais de alerta? A estratégia para a identificação rápida da sepse é estar atento aos sinais de alerta, como febre, hipotermia, aceleração da respiração, diminuição da pressão arterial, redução da quantidade de urina, sonolência e confusão mental. O início de tratamento deve ser em até uma hora da identificação, com antibiótico adequado e hidratação com soro, pois essas intervenções fazem a diferença na sobrevida desse paciente.

Importante ressaltar que prematuros; crianças abaixo de um ano; idosos acima de 65 anos; pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo, pacientes com doenças crônicas como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, diabetes; usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas são os que possuem mais riscos de obter a sepse, mas atenção: Qualquer pessoa pode ter sepse, pois qualquer infecção leve ou grave pode evoluir para sepse, como por exemplo, uma infecção urinária.

A prevenção da sepse é possível, através da diminuição do risco para a doença. Em crianças, respeitando o calendário de vacinação. No geral, através da higiene adequada das mãos e cuidados com o equipamento médico ajudam a prevenir as infecções hospitalares que levam à sepse. Outra dica importante é evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos.

Conheça as ações e matérias da campanha do ILAS para conscientizar a sepse:

https://diamundialdasepse.com.br/

Assista a vídeo da campanha em :

https://youtu.be/C5YhzXWCfxs

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