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Desperdício de medicamentos causa déficit milionário

remédios

No Brasil, estima-se que o Sistema Único de Saúde (SUS) gaste cerca de R$ 7,1 bilhões por ano para a compra de remédios de alto custo. Porém, o relatório que traz análise feita entre 2014 e 2015, mostrou que nesses anos foram desperdiçados quase R$ 16 milhões.

O transporte e o armazenamento ineficientes de materiais biológicos e medicamentos geram prejuízos para governos e populações em todo o mundo. Em uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), até 50% das vacinas produzidas são entregues já deterioradas devido ao modelo de armazenamento e transporte, que quebra a cadeia do frio, um fator de suma importância. Sem uma cadeia fria bem estruturada não é possível ter eficiência na gestão de medicamentos.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Brasil desperdiçava, já em 2010, 20% dos medicamentos produzidos.

As boas práticas de armazenamento de medicamentos são indispensáveis para a preservação de todo e qualquer produto de natureza perecível. Manter a estabilidade dos medicamentos durante sua produção, distribuição e armazenamento é fundamental para garantir sua eficácia, reduzir perdas e, por fim, controlar problemas na saúde.

Evitando o desperdício em casa

Os desperdícios pelo vencimento de medicamentos não ocorrem somente com dinheiro público, pois existem levantamentos que apontam que uma família de classe média perde aproximadamente R$60 por ano com remédios que são comprados e não são utilizados.

Algumas pessoas têm o costume de criar um estoque em casa, que muitas vezes perde a validade antes mesmo de ser usado. Além disso, no Brasil, falta uma cultura de descarte de medicamentos: nem sempre eles vão para o lixo da maneira mais adequada.

Pensando nisso, Laurelena Palhano, doutora em Engenharia de Produção pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolveu um aplicativo chamado MediList, que serve para auxiliar na organização do estoque e no consumo de remédios.

A tecnologia, indicada para organizar medicações em ambientes domésticos, permite também armazenar prontuários médicos, buscar remédios cadastrados por meio de código de barras e adicionar lembretes para acompanhar tratamentos.

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