Dr. Newton Richa

Programa Saúde do Futuro

Por Dr. Newton Richa

Criando Negócios Disruptivos na Saúde

Giselle Felix
Fisioterapeuta

Nenhuma inovação na área de saúde deveria ser criada mediante um padrão, entretanto, deveria buscar apontar para saltos disruptivos, capazes de fazer com que os stakeholders sejam recompensados com serviços e produtos realmente transformadores. É o mínimo que usuários esperam, haja vista tanta tecnologia disponível nos dias de hoje. Selecionamos algumas estratégias para recomendar, sobre modelos de negócios em saúde, que pretendam se estabelecer, manter e até disruptar, baseadas nas tendências do setor. Vale lembrar que tendências são tendências, estão condicionadas a inúmeras variáveis ; ) 

De modo geral, para os negócios de hoje, uma certa rapidez é necessária, no estilo “fail fast” com finalidade de se fazer o gerenciamento antecipado de riscos, onde se quer estimular o desenvolvimento e a testagem de idéias. Pensar no consumidor para empresa (estratégia C2B), ou seja, da “dor para a solução”, usando as queixas (os dados) do consumidor para refinar modelos de negócios, melhorar a experiência do paciente e ganhar mais lealdade no melhor modelo “patient centric”.

Apesar de ser imprescindível envolver precocemente o Conselho correspondente para verificação da conformidade com as normas vigentes, não é tarefa fácil conseguir aprovação para muitas das soluções disruptivas, que pelo fato de serem tão inovadoras, não foram previstas na legislação existente, ou sequer é possível definir um único órgão que a regule. O que tem acontecido mundialmente é uma pressão aos órgãos competentes para aprovação de uma metodologia que se enxerga benefícios agregados. Mais uma vez, fica clara a importância de se validar o problema: se é um problema que realmente importa a muitas pessoas, a solução tende a ser mais bem vista, e isso pode facilitar as coisas.

Cada vez mais a tendência de soluções colaborativas ganha espaço com os consumidores, pois proporciona ao negócio a melhoria de produtos e serviços, através do preenchimento de lacunas de habilidades e ativos. Trabalhar na transdisciplinaridade, estar disposto a cocriar, expor sua idéia, incluindo as fraquezas, receber feedbacks e implantar melhorias contínuas a partir de perspectivas diversas, é o que muitas vezes agrega valor a ambientes de coworking, de inovação aberta, inclusive existentes em hospitais de cultura inovadora, que entenderam os benefícios desse novo modelo de negócio para saúde.

É preciso pensar em algo maior que um site. A próxima geração do consumidor de Healthcare é móvel e vive conectada. Cada vez mais será preciso ir além de um site e mídia social como para ter sucesso nessa “nova economia da saúde”. Para serviços de saúde de organizações tradicionais, a regra é clara: coloque sempre o consumidor no centro. É importante avaliar toda a experiência do usuário, desde as horas de cirurgia até a disponibilidade de médicos via dispositivos digitais, e especialmente, oferecer transparência de preços e qualidade. Seja um eterno curioso sobre o que mais importa para o paciente.

Para as empresas de saúde tradicionais, vai ser mais difícil competir em serviços de commodities com as várias opções de preços baixos surgindo. Será fundamental decidir se irão perseguir a receita de commodities ou se irão desenvolver novos modelos de receita ancorados nas capacidades básicas enquanto investem em inovação. Para os que chegam agora no mercado, precisam desenvolver uma nova equação de valor: focar no cliente, é fundamental para habilitá-lo, por isso, é uma regra enfatizar a qualidade, usando abordagens inovadoras como redes virtuais de especialistas para segundas opiniões, por exemplo.

Seria leviano pensar que dispomos de todas as abordagens para a construção de negócios disruptivos em saúde, pois entendemos que a única certeza é que todos os stakeholders precisam estar envolvidos na cocriação desse novo formato, e se assim não for, estará fadado ao fracasso. Por isso, fica nosso convite à exposição do seu comentário para a pergunta “O que você espera de um serviço inovador em Saúde?”

4 comentários em "Criando Negócios Disruptivos na Saúde"

  1. Marcelo Carius disse:

    Gestão transparente sobre a “estrada” que as próteses cardíacas (atenta) ou ortopédicas. Início na produção até a entrega. Um sistema unificado nacional ou regional de controle. Acesso aberto ao público e bancado pelos próprios produtores e intermediários, mas com código fonte aberto e auditado por qualquer pessoa interessada.

    1. Marcelo Carius disse:

      Errata: atenta, na verdade stents.

  2. Parabéns pelo artigo
    Já passou da hora do paciente ser o proprietário real de todo seu histórico médico, facilitando o atendimento e evitando recames desnecessários. Importante também é a integração dos sistemas já existentes, como o de internações do SUS ce das Regulações. O trabalho será longo mas é possível e a área de TI é parte fundamental deste processo.
    É o que pretendo implementar com minha eleição para Deputado Estadual pelo Partido Novo
    #VamosRenovarTudo
    Dr Carlos do Novo 30033
    Candidato a Deputado Estadual
    Cirurgião Oncológico do INCA

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